É a revista de maior tiragem na europa e com maior número de leitores, tem boa impressão temas variados com uma tendência grande para a fotografia de natureza. Publica também testes de equipamento e agora tem uma secção dedicada a truques, a maior parte inúteis, do Photoshop. Isto é em suma a Chasseur d’images.
Em profundidade, é uma revista que luta para se manter actualizada e na ‘crista da onda’ digital e conseguiu com isso perder algum rumo e identidade, os temas abordados já se tornam algo repetitivos, tendo ultimamente seleccionado um fotógrafo e explorado a técnica utilizada e explicada pelo próprio. Os testes mostram um pendor muito marcado para o material Nikon, sem desleixar as restantes marcas, mas nota-se que gostam desta marca, o que por si não é mau se não perderem a objectividade e o rigor. Tem fugido aos grandes temas da actualidade na fotografia: direitos de autor, manipulação, excesso de imagens, partilha online, etc., mantendo-se tranquilamente no seu lugar sem levantar muitas questões nem polémicas, o que não é necessáriamente mau, mas podia fazer mais e melhor neste campo.
Dá algum destaque a trabalhos dos leitores, em extensos artigos, liberalizando assim o acesso à revista; tem também uma secção só com fotografias dos leitores e uma pequena crítica mas é uma secção a pedir uma revisão urgente e rápida.
A revista tem um formato maior do que o normal A4 e o papel é bom, tem pouca publicidade e o número médio de páginas por edição ronda as 210!
É uma revista no sentido clássico do termo, na tradição das boas revistas francesas que não deixa ficar mal quem a compra mas que podia ser ‘refrescada’ a nível de paginação e conteúdo. Pode ser encontrada facilmente em Portugal, com um preço que ronda os 6.5€.
comentários recentes