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	<title>o elogio da sombra &#187; produção fotográfica</title>
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		<title>o elogio da sombra &#187; produção fotográfica</title>
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		<title>O caminho mais seguro</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 07:00:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mário venda nova</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[criatividade]]></category>
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		<description><![CDATA[Qual será a forma mais segura de produzir fotografia? Será abordar um tema contemporâneo ou um tema clássico? Fazer uma fotografia mais ilustrativa e representativa ou trabalhar de forma mais pós-moderna? Será mais fácil agradar à crítica especializada ou ao público? O que significam em termos de carreira cada uma destas escolhas? Ficam as perguntas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oelogiodasombra.com&blog=2898401&post=6085&subd=mariovnova&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Qual será a forma mais segura de produzir fotografia? Será abordar um tema contemporâneo ou um tema clássico? Fazer uma fotografia mais ilustrativa e representativa ou trabalhar de forma mais pós-moderna? Será mais fácil agradar à crítica especializada ou ao público? O que significam em termos de carreira cada uma destas escolhas?</p>
<p>Ficam as perguntas, aguardo as vossas respostas.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mariovnova.wordpress.com/6085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mariovnova.wordpress.com/6085/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mariovnova.wordpress.com/6085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mariovnova.wordpress.com/6085/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mariovnova.wordpress.com/6085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mariovnova.wordpress.com/6085/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mariovnova.wordpress.com/6085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mariovnova.wordpress.com/6085/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mariovnova.wordpress.com/6085/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mariovnova.wordpress.com/6085/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oelogiodasombra.com&blog=2898401&post=6085&subd=mariovnova&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Novos trabalhos</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Apr 2010 10:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mário venda nova</dc:creator>
				<category><![CDATA[trabalho próprio]]></category>
		<category><![CDATA[mário venda nova]]></category>
		<category><![CDATA[produção fotográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[Há novas fotos no meu site pessoal (www.mariovnova.com) que foi reorganizado; visualmente mantém as cores e o logo da autoria do José Rui Fernandes. Os novos trabalhos: &#8216;as marcas do tempo&#8217; e &#8216;contos de uma cidade silenciosa&#8217;, este último já vosso conhecido (e que ilustra este artigo). O projecto estava pronto para finalização e decidi [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oelogiodasombra.com&blog=2898401&post=5928&subd=mariovnova&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mariovnova.files.wordpress.com/2010/04/mvn.png"><img src="http://mariovnova.files.wordpress.com/2010/04/mvn.png?w=640&#038;h=500" alt="" title="mvn" width="640" height="500" class="aligncenter size-full wp-image-5929" /></a><br />
Há novas fotos no meu site pessoal (<a href="http://mariovnova.com/">www.mariovnova.com</a>) que foi reorganizado; visualmente mantém as cores e o logo da autoria do <a href="http://www.sargacal.com/">José Rui Fernandes</a>.<br />
Os novos trabalhos: &#8216;as marcas do tempo&#8217; e &#8216;contos de uma cidade silenciosa&#8217;, este último já vosso conhecido (e que ilustra este artigo). O projecto estava pronto para finalização e decidi escolher 36 fotos das 333 que já tinha e publicar em portfolio, como está conta uma pequena história (conto) de uma visita ao Porto durante o inverno 2009/2010; continuar seria perder uma das permissas que me levaram a pegar num BlackBerry 9000 e utilizá-lo como máquina: a espontaneidade. Assim o <a href="http://contosdeumacidadesilenciosa.wordpress.com/">blogue</a> continua mas o portfolio está &#8211; para já &#8211; fechado, embora não ponho de parte um novo conto no próximo outono/inverno&#8230;</p>
<p>O projecto &#8216;as marcas do tempo&#8217; é um projecto assumidamente do campo das tipologias neste caso adaptado à natureza. São fotografias de cepos de árvores e de marcas em troncos, ambos símbolos da passagem do tempo nas árvores.<br />
<a href="http://mariovnova.files.wordpress.com/2010/04/serra-da-cabreira40.jpg"><img src="http://mariovnova.files.wordpress.com/2010/04/serra-da-cabreira40.jpg?w=640&#038;h=428" alt="" title="serra da cabreira40" width="640" height="428" class="aligncenter size-full wp-image-5944" /></a>© <a href="http://mariovnova.com/">mário venda nova</a></p>
<p>É uma reflexão sobre a passagem do tempo e nas marcas que essa passagem deixa, através de fotos que retratam essas marcas nos troncos das árvores. Essas marcas acabam por ser uma impressão única a cada árvore e não existem duas iguais. Idem com os cepos, depois de cortados os troncos revelam os anéis de crescimento, únicos e irrepetíveis e que mostram o processo de crescimento da árvore abatida.<br />
A captura é digital, com pós-processamento pensado para o preto&amp;branco realizado no <a href="http://www.niksoftware.com/silverefexpro/en/entry.php">Nik Silver Efex Pro</a> onde foi criado um preset que mais convém ao espírito do projecto e que depois é aplicado às fotografias.</p>
<p>Em construção estão mais projectos, alguns já na barra lateral nos &#8216;projectos pessoais&#8217; e que irão sendo divulgados à medida que vão evoluindo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mariovnova.wordpress.com/5928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mariovnova.wordpress.com/5928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mariovnova.wordpress.com/5928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mariovnova.wordpress.com/5928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mariovnova.wordpress.com/5928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mariovnova.wordpress.com/5928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mariovnova.wordpress.com/5928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mariovnova.wordpress.com/5928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mariovnova.wordpress.com/5928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mariovnova.wordpress.com/5928/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oelogiodasombra.com&blog=2898401&post=5928&subd=mariovnova&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fotografia de natureza (pt II)</title>
		<link>http://oelogiodasombra.com/2010/04/05/fotografia-de-natureza-pt-ii/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 Apr 2010 13:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mário venda nova</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
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		<description><![CDATA[In photography&#8217;s early years, photographs were expected to be idealized images. This is still the aim of most amateur photographers, for whom a beautiful photograph is a photograph of something beautiful, like a woman, a sunset. In 1915 Edward Steichen photographed a milk bottle on a tenement fire escape, an early example of a quite [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oelogiodasombra.com&blog=2898401&post=5786&subd=mariovnova&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>In photography&#8217;s early years, photographs were expected to be idealized images. This is still the aim of most amateur photographers, for whom a beautiful photograph is a photograph of something beautiful, like a woman, a sunset. In 1915 Edward Steichen photographed a milk bottle on a tenement fire escape, an early example of a quite different idea of the beautiful photograph. And since the 1920&#8242;s, ambitious professionals, those whose work gets into museums, have steadily drifted away from lyrical subjects, conscientiously exploring plain, tawdry, or even vapid material. In more recent decades, photography has succeeded in somewhat revising, for everybody, the definitions of what is beautiful and ugly &#8211; along the lines that Whitman had proposed. If (in Whitman&#8217;s words) &#8220;each precise object or condition or combination or process exhibits a beauty&#8221; it becomes superficial to single out some things as beautiful and others as not.(&#8230;)<br />
To photograph is to confer importance. There is probably no subject that cannot be beautified; moreover, there is no way to suppress the tendency inherent in all photographs to accord value to their subjects.</p>
<p>Susan Sontag, <em>On Photography</em> (© Penguin Classics 1977)</p></blockquote>
<blockquote><p>Back when i started out, if you were a concerned nature photographer, it meant you celebrated the beauty of the wilderness. That&#8217;s fine, it&#8217;s meritorious &#8211; but it misses a huge point. Robert Adams was a big inspiration; he helped me realize that the intersection of humans and nature is a very nuanced and complex place. So that&#8217;s been my focus.</p>
<p>James Balog entrevistado por Fred Ritchin na Aperture 198 (© Aperture 2010)</p></blockquote>
<p>Após a publicação do meu texto anterior &#8216;<a href="http://oelogiodasombra.com/2010/03/29/natureza-a-influencia-contemporanea-hoje/">natureza, a influência contemporânea hoje</a>&#8216; as reacções não se fizeram esperar sendo de facto a mais surpreendente para mim a do <a href="http://abarrigadeumarquitecto.blogspot.com/2010/03/o-que-ha-de-errado-com-esta-imagem.html">Daniel Carrapa no seu blogue &#8216;a barriga de um arquitecto&#8217;</a>. Surpreendente pelo facto de ter sido inesperada, apenas só isso. Agradeço ao Daniel o seu ponto de vista e a forma eloquente como o expressou.</p>
<p>As citações que iniciam o texto são talvez (e a segunda é tão recente que apenas me chegou às mãos depois da escrita do artigo anterior) uma expressão concreta do meu ponto de vista e que apenas exprime o desejo &#8211; simples na sua organização mental mas de difícil materialização &#8211; de ver uma &#8216;nova&#8217; visão fotográfica da natureza, focada em questionar os pontos de contacto entre natureza e humanos, subtis ou não, remotos ou próximos no espaço e no tempo. Talvez estas citações exprimam de forma mais &#8216;correcta&#8217; (se é que se pode classificar um ponto de vista subjectivo como correcto) a minha tentativa de questionar a fotografia de natureza e a forma como a percepcionamos à luz da actualidade.<br />
Mas cada acto de criação fotográfica está à partida &#8216;contaminado&#8217; pelo próprio fotógrafo, pelos seus próprios valores éticos, pela sua noção de valor estético mas sobretudo pela influências (mais ou menos declaradas) que sofreu e que sofre o seu trabalho. Nenhum trabalho nem nenhum fotógrafo é estanque e o resultado do seu trabalho é tão perméavel a influências externas &#8211; muitas vezes inconscientes mas que de qulaquer forma estão lá &#8211; como qualquer acto da sua vida. Assim o resultado final é apenas tão inovador ou conservador quanto os valores que o fotógrafo deseja incutir no seu próprio trabalho e é o resultado de inúmeras opções, decisões e influências e sobretudo da capacidade de o fotógrafo assumir o risco de quebrar alguns padrões.</p>
<p>O belo, a paisagem grandiosa, o esteticamente belo fazem parte do legado da fotografia de natureza e é o padrão pelo qual muita da produção actual desse tipo de fotografia é medido; nada há a opôr à produção nesses moldes. Aliás há grande fotografia a ser produzida segundo esses mesmos moldes. Mas talvez a questão aqui seja o confronto entre uma visão contemplativa e uma visão questionadora, uma e outra são diametralmente opostas nas suas construções e objectivos.<br />
A primeira propõe-se a construír uma visão esteticamente apelativa &#8211; com toda a subjectividade que o conceito estético traz atrás &#8211; ou idílica como o Daniel lhe chama, mas que ao mesmo tempo retira do campo de acção as intervenções de carácter humano (permanentes ou não). Ou seja cria um apelo à conservação pela estética sem no entanto questionar as razões pelas quais cria esse apelo. A segunda questiona a intervenção nos espaços naturais, a maneira mais ou menos subtil como tal é feito e a forma como percepcionamos essas intervenções como algo natural ou não.  A diferença fundamental não será certamente e exclusivamente estética &#8211; a forma como o fotógrafo cria as suas obras visuais &#8211; mas sim na forma como cria interrogações e nos questiona sobre o que é hoje a natureza. Uma emociona a outra incomoda.</p>
<p><a href="http://mariovnova.files.wordpress.com/2010/04/nickel-tailings.jpg"><img src="http://mariovnova.files.wordpress.com/2010/04/nickel-tailings.jpg?w=640&#038;h=426" alt="" title="nickel-tailings" width="640" height="426" class="aligncenter size-full wp-image-5839" /></a>© <a href="http://www.edwardburtynsky.com/index.html">Edward Burtynsky</a></p>
<p><a href="http://mariovnova.files.wordpress.com/2010/04/cj.jpg"><img src="http://mariovnova.files.wordpress.com/2010/04/cj.jpg?w=640&#038;h=486" alt="" title="CJ" width="640" height="486" class="aligncenter size-full wp-image-5836" /></a>© <a href="http://www.chrisjordan.com/">Chris Jordan</a></p>
<p>Sobretudo porque hoje a nossa capacidade de intervenção na natureza é extraordinariamente mais forte do que à décadas atrás mas também porque a forma como intervimos tem efeitos mais destrutivos mas especialmente porque enfrentamos uma época em que olhar para a beleza por si só já não basta, são necessárias acções a nível da criação fotográfica mais interventivas e pró-activas de forma a lidar com a realidade dos nossos tempos. Aliás são hoje mais necessárias do que nunca, mais do que a a beleza do discurso é necessária a força do documento, a brutal chamada à realidade de um discurso agreste que nos atire à cara a consequência dos nossos actos. E isso nem sempre é fácil nem bonito de se ver. </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mariovnova.wordpress.com/5786/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mariovnova.wordpress.com/5786/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mariovnova.wordpress.com/5786/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mariovnova.wordpress.com/5786/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mariovnova.wordpress.com/5786/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mariovnova.wordpress.com/5786/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mariovnova.wordpress.com/5786/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mariovnova.wordpress.com/5786/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mariovnova.wordpress.com/5786/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mariovnova.wordpress.com/5786/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oelogiodasombra.com&blog=2898401&post=5786&subd=mariovnova&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Natureza, a influência contemporânea hoje</title>
		<link>http://oelogiodasombra.com/2010/03/29/natureza-a-influencia-contemporanea-hoje/</link>
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		<pubDate>Mon, 29 Mar 2010 13:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mário venda nova</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[foto natureza]]></category>
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		<description><![CDATA[O que é a fotografia de natureza hoje? Foi essa pergunta que aqui fiz há uns dias atrás e que recebeu duas respostas que na minha opinião são o sinónimo do desafio que enfrenta hoje a fotografia de natureza. A do Zé Maria reflete um olhar mais tradicional sobre a maneira como a fotografia deve [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oelogiodasombra.com&blog=2898401&post=5747&subd=mariovnova&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que é a fotografia de natureza hoje? Foi essa pergunta que aqui fiz há uns dias atrás e que recebeu duas respostas que na minha opinião são o sinónimo do desafio que enfrenta hoje a fotografia de natureza.<br />
A do <a href="http://arrumario.blogspot.com/">Zé Maria</a> reflete um olhar mais tradicional sobre a maneira como a fotografia deve retratar a natureza: as paisagens belas, intocadas (apesar de milhares de pessoas lá passarem por ano&#8230;), com uma luz dourada, sem marcas da presença do homem. O <a href="http://www.filmeametro.com/replicacao/">diogo</a> prefere perguntar onde está o olhar contemporâneo sobre a natureza. </p>
<p>O problema é que estas duas visões são antagónicas: uma pretende mostrar uma natureza segundo padrões que, infelizmente, já não se aplicam ao estado actual, o outro pretende actualizar o olhar fotográfico sobre o tema e fazer uma reflexão actual sobre o seu estado. É assim que entendo as vossas respostas, posso estar enganado e estou preparado para que mo demonstrem.</p>
<p>Tenho como certo que hoje os fotógrafos de natureza não podem nem devem escapar ao estado actual da mesma e que o seu registo deve ser orientado para a relação homem/território/natureza. Isso implica um novo olhar e uma nova reflexão sobre a fotografia de natureza, rompendo estereótipos e métodos tradicionais de olhar para o tema; acho que era isto a que o diogo se referia. Por outro lado o Zé Maria prefere uma fotografia de natureza onírica que nos faz querer estar naquele local, ir de visita lá e/ou largar tudo e viver num lugar ainda intocado pela mão humana, sem estradas nem ruas apinhadas de trânsito; eu percebo bem este ponto de vista. No entanto reconheço que esse mesmo ponto de vista, apesar de tentar através de imagens que as pessoas se &#8216;apaixonem&#8217; pelos locais envolvendo-se depois na sua defesa, ignora o estado actual da natureza e o facto de que talvez as pessoas precisem mais de ver alguma da devastação causada pelas suas acções do que santuários da natureza já completamente devassados pela humanização &#8211; veja-se o caso do Gêres &#8211; ignorada depois pela objectiva &#8216;selectiva&#8217; do fotógrafo.</p>
<p>Não sei o que se passa convosco mas frequentemente sou confrontado em locais recomendados, por alguns bons fotógrafos de natureza, com lixeiras, entulho por todo o lado, canos de esgoto e campos mais ou menos agrícolas encharcados de pesticidas e fertilizantes; e sim acontece-me com frequência mesmo em zonas de protecção natural, rede natura ou parques naturais.<br />
Agora a questão fundamental: pode um fotógrafo da natureza ignorar este facto? Podem os fotógrafos de natureza continuar a fotografar como se isto não estivesse a acontecer no terreno onde estão? Não me entedam mal, os fotógrafos de natureza podem e devem mostrar esse lado deslumbrante da natureza selvagem mas não deveria estar a nascer também uma nova geração de fotógrafos mais preocupados em documentar e assinalar no terreno tudo o que não queremos ver e que arrumamos desleixadamente no &#8216;quintal das traseiras&#8217; e onde esperamos que ninguém vá espreitar? E se o vizinho for espreitar, ele que ignore o lixo e que esteja atento aos canteiros de flores que lá nasceram espontaneamente&#8230;</p>
<p>Entendo que há lugar para ambos os estilos mas preferia que a fotografia de natureza se actualizasse de forma a documentar o estado das paisagens na actualidade, modernizando ao mesmo tempo o seu discurso. Mas isso sou eu quanto a vós não sei&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mariovnova.wordpress.com/5747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mariovnova.wordpress.com/5747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mariovnova.wordpress.com/5747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mariovnova.wordpress.com/5747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mariovnova.wordpress.com/5747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mariovnova.wordpress.com/5747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mariovnova.wordpress.com/5747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mariovnova.wordpress.com/5747/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mariovnova.wordpress.com/5747/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mariovnova.wordpress.com/5747/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oelogiodasombra.com&blog=2898401&post=5747&subd=mariovnova&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">mário venda nova</media:title>
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		<title>A fotografia como sopa instantânea&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 03:00:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mário venda nova</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[daniel pedrogram]]></category>
		<category><![CDATA[produção fotográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[(ligação directa para o vídeo) Este é o presente da fotografia em Portugal? Meia dúzia de frases sem sentido, uma máquina digital, um cemitério e um bar como estúdio, não sei por onde começar, se pelas fotografias se pela inexistência de uma corerência se pela falta de imaginação ou pela ligeireza com que tudo é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oelogiodasombra.com&blog=2898401&post=5564&subd=mariovnova&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://mariovnova.files.wordpress.com/2009/12/dp.jpg"><img src="http://mariovnova.files.wordpress.com/2009/12/dp.jpg?w=640&#038;h=438" alt="" title="DP" width="640" height="438" class="aligncenter size-full wp-image-5565" /></a> (<a href="http://vids.myspace.com/index.cfm?fuseaction=vids.individual&amp;VideoID=100351279">ligação directa para o vídeo</a>)</p>
<p>Este é o presente da fotografia em Portugal? Meia dúzia de frases sem sentido, uma máquina digital, um cemitério e um bar como estúdio, não sei por onde começar, se pelas fotografias se pela inexistência de uma corerência se pela falta de imaginação ou pela ligeireza com que tudo é abordado. </p>
<p>Este exemplo, mas poderia encontrar centenas deles, é apenas a face visível de uma certa forma de estar na fotografia que infelizmente começa a grassar um pouco por todo o lado onde estejam duas pessoas com uma máquina na mão: a certeza de que todos somos fotógrafos. E de facto somos mas num sentido mais estreito nem todos o são. Ser fotógrafo é mais do que &#8216;fazer uma loucura&#8217;, significa ter um plano, um projecto, sentido estético e de organização visual. Aqui nada disso acontece, é tudo tão efemero, tão no limiar do banal que sinceramente fico estarrecido com a facilidade com que este tipo de discurso chega aos ecrãs de televisão. Este discurso, ou a ausência dele se quiserem, é apenas sinónimo de falta de alicerces sólidos de fotografia ou de conhecimento do que é na realidade ser fotógrafo, da visita ao site verifico que desde a paisagem ao nú, do fotojornalismo ao retrato não há um único tema que não esteja abordado pele Daniel Pedrogram e isso lamento dizer mas é um sinal evidente que de facto não existe uma coerência estética e que experimentar tudo até acertar é a única opção que resta. Das fotografias não há muito a dizer excepto que não existe uma única que se destaque no meio do ruído visual, a coerência não está lá e o conceito de triagem é tão atabalhoado que praticamente não se pode afirmar que exista.</p>
<p>Em visita rápida pelo Olhares, a plataforma que tem gerado algumas colaborações com o CPf sabe deus como, e pela página do fotógrafo reparo em verdadeiras pérolas de discurso auto-descritivo:<br />
&#8220;Mais cenas minhas:&#8221; &#8211; usada para listar todos os sítios por onde anda a postar fotografias,<br />
&#8220;Coments que curti:&#8221; &#8211; usada para listar uma série interminável de comentários, alguns em mau português, que sendo completamente inócuos não adiantam muito ao discurso geral.</p>
<p>Se de facto a elevação de um discurso em matéria visual &#8211; seja ele sobre fotografia ou sobre outra arte visual &#8211; é essencial para a constituição de um espírito crítico por parte do público então a mediatização de abordagens deste tipo só produzem ruído e apenas confundem quem deseja ter uma visão clara do que é a fotografia. Confundir isto com fotografia não só é mau como não ajuda em nada a real percepção do que é ser fotógrafo.    </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mariovnova.wordpress.com/5564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mariovnova.wordpress.com/5564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mariovnova.wordpress.com/5564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mariovnova.wordpress.com/5564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mariovnova.wordpress.com/5564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mariovnova.wordpress.com/5564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mariovnova.wordpress.com/5564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mariovnova.wordpress.com/5564/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mariovnova.wordpress.com/5564/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mariovnova.wordpress.com/5564/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=oelogiodasombra.com&blog=2898401&post=5564&subd=mariovnova&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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