Não ajustem o monitor nem as colunas, não estamos nas décadas de ’50 ou ’60. É uma música soul muito old school cuja edição é deste mês, mesmo a calhar neste calor infernal. Motown?…
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Sharon Jones & the Dap-Kings
Esta é a versão de 2008 e não a versão que habitualmente se vê nos canais de música. Para mim a versão de 2008 é mais interessante porque se afasta do espalhafato que é a nova.
Delphic – counterpoint
É provavelmente a única canção que me atrai no álbum dos Delphic por isso aqui fica para a vossa audição.
XX – vcr
Uma das bandas novas mais interessantes que tem passado cá por casa. Bastante viciante.
1º de Agosto – Xutos & Pontapés
A nostalgia do Rock Rendez-Vous, do vinil e dos concertos dos Xutos & Pontapés, na altura verdadeiramente rebeldes e geniais. Hoje são uma fraca sombra do que foram, repetindo fórmulas agastadas, aburgesados e decadentes. A antítese do verdadeiro Rock&Roll portanto…
Para matar saudades do tempo quando ir à praia era considerado um acto impossível de realizar para quem a roupa podia ser de qualquer cor desde que fosse preto e ser rebelde era o único futuro à vista num país que lutava para se manter à tona com as lufadas de ar que vinham do FMI. Hoje passados cerca de 20 anos, mais ano menos ano, a coisa está mais ou menos no mesmo sítio ou seja temos, mais ou menos, o mesmo estado da nação.
noe venable: sparrow i will fly.
Foi uma indicação do Dr. Manuel Coelho no meio das nossas reuniões mensais onde por vezes entre a frieza cínica dos números alguns apontamentos de arte, fotografia e música se introduzem.
Gostei particularmente da voz mas todo o conjunto é fenomenal e bastante cativante, a voz de Noe Venable tem uma mistura entusiasmante de juventude e lirismo, tal e qual como Joanna Newsom a tem no seu fabuloso ‘Ys’, e transborda de emoção em cada nota.
Esta canção é retirada do seu álbum ‘The Summer Storm Journals’ de 2007, um disco repleto de grandes canções onde é díficil destacar uma só.
2008 – disco do ano.
É sem margens para dúvida o melhor disco do ano este ‘for emma, forever ago ‘ de Bon Iver.
Reza a lenda que terá sido escrito numa remota cabana do Wisconsin (wikipédia) durante a convalescença do autor da ressaca de um desgosto amoroso e de facto este é um disco muito apropriado para estes dias cinzentos de chuva. O disco foi quase inteiramente gravado na cabana mas depois foi masterizado e produzido em estúdio, apenas acrescentado de alguns instrumentos.
A primeira coisa que sobressai do disco é justamente a voz de Bon Iver (alias de Justin Vernon) e a simplicidade aparente de algumas músicas e de facto o disco vive da conjugação destes dois factores. As letras apesar de simples estão recheadas de pequenas pérolas como “someday my pain, someday my pain/will mark you/harness your blame, harness your blame/and walk through” em the wolfes (act I & II) ou “i tell my love to wreck it all/cut out all the ropes and let me fall” em skinny love.
É um disco recheado de boas canções, uma viagem por entre a solidão, o amor e a desilusão; como já não ouvia há algum tempo e é tão difícil destacar uma única canção entre as dez que integram o disco que nem me atrevo a fazê-lo. Musicalmente diverso, com influências várias, desde a country ao soul e r&b, ‘for emma…’ é um disco único, precioso e intimista que se agarra ao leitor de mp3 e que se cola a nós como o frio de inverno. A voz em falsete remete-nos para pequenas histórias, mete-nos dentro delas e agarra-nos de tal forma que não temos vontade de acabem.
Recursos:
Página de Bon Iver
Página de Bon Iver na editora JagJaguwar
Vídeo de ‘blindsided’ no Myspace

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