Suburbia é o retrato da América nos anos 70, um trabalho que nos traz um olhar sobre a sociedade suburbana da época. Mais uma vez estamos perante a América das sub-culturas e dos subúrbios, num registo que oscila entre o classicismo dos trabalhos dos anos 70 e uma certo olhar contemporâneo nos trabalhos mais recentes. Bill Owens tem sido capaz de captar o íntimo dos subúrbios ao longo de várias décadas e merece por isso o destaque.
Mensagens com Etiquetas ‘foto contemporânea
Bill Owens
Marc McAndrews
Marc McAndrews é um fotógrafo especializado em retrato mas de uma forma interessante e diferente. A forma de ser americana está presente na forma como Marc McAndrews organiza os seus trabalhos; por profissões que são uma forma de estar muito própria dos naturais dos EUA. Aqui estão os militares, os empregados de móteis, os jogadores de bowling ou seja a América no seu mais profundo.
Joakim Eskildsen
Nordic signs© Joakim Eskildsen
Nordic Signs works é um dos meus portfolios favoritos de Joakim Eskildsen mas no seu site é possível encontrar outros trabalhos interessantes.
Destaco este pela ambiência e pela solidão, agrada-me deveras. De todos os outros portfolios “Edges” tem outra minha clara preferência mas sou um apaixonado por panorâmicas por isso aceitem isto como uma sugestão.
Nordic signs© Joakim Eskildsen
Mas no final é impossível escapar à beleza do nosso país e não ver o trabalho “Bluetides” fotografado na nossa praia da Apúlia na costa de Viana do Castelo.

No geral muito boa fotografia, de bom nível e despida de artifícios, não será isso que faz de facto um bom portfólio?…
O caminho mais seguro
Qual será a forma mais segura de produzir fotografia? Será abordar um tema contemporâneo ou um tema clássico? Fazer uma fotografia mais ilustrativa e representativa ou trabalhar de forma mais pós-moderna? Será mais fácil agradar à crítica especializada ou ao público? O que significam em termos de carreira cada uma destas escolhas?
Ficam as perguntas, aguardo as vossas respostas.
Adam Jeppesen
Gosto particularmente do trabalho Wake deste fotógrafo dinamarquês, gosto da solidão e silêncio das fotografias deste portfolio. Publicado em livro pela Steidl este trabalho foi realizado entre viagens para realização de reportagens e reflecte o lado solitário, triste e melancólico da vida nómada de um repórter. Realizado durante sete anos um pouco por todo o mundo retrata esse limiar entre a luz e a escuridão tão próprio da solidão. A não perder o livro na Amazon que foi considerado pelo insuspeito Alec Soth como um dos melhores de 2008.
Gerald Förster
Gosto bastante do projecto Nocturnal do fotógrafo alemão Gerald Förster, basicamente o que me atraiu ao projecto foi a tensão existente entre as paisagens noturnas desoladas e os casais captados durante o acto sexual. A relação visual entre o detalhe das cenas perfeitamente focadas e os (o?) casais desfocados resultado das longas exposições necessárias à captação das fotografias é soberba e no geral o projecto está bem conseguido, apesar de reconhecer que o tema é capaz de afastar algumas pessoas. São fotografias que passam inicialmente despercebidas até se olhar atentamente e se descobrir a verdadeira intenção das mesmas.
Julgo ser quase impossível realizar um projecto destes que não seja encenado mas sem uma referência específica do fotógrafo não existem dados suficientes para o afirmar, no entanto acho que isso faz parte da intenção de Förster e não me perturba minimamente.
Dalton Rooney
© Dalton Rooney
Dalton Rooney é um bom exemplo do que pretendi explicar no meu artigo sobre fotografia de natureza nos dias de hoje: procura ir mais longe do que apenas a imagem esteticamente bonita. Os seus portfolios, que recomendo vivamente, estão repletos de imagens que não procuram evitar a discussão sobre o estado da natureza nem evitam retratar marcas de permanência e/ou uso humano. É um discurso que dismistifica a natureza como algo absolutamente belo, algo que está longe da realidade encontrada no terreno por muitos de nós.
Estas imagens tornam-se assim vectores de discussão muito diferentes da imagética de natureza habitual e isso cria uma tensão no discurso bastante interessante. A ver e altamente recomendado.






