Acho que esta categoria vai com toda a justiça para a Leica S2 e respectivo conjunto de objectivas. Pela ousadia de propor uma máquina que sai completamente fora dos padrões estabelecidos e por estabelecer um novo formato algures entre o 35mm e o médio-formato, a Leica foi a marca que deixou os apaixonados pela tecnologia fotográfica de boca aberta. E as primeiras imagens efectuadas com a câmara prometem um sistema transportável e com uma qualidade de imagem superlativa. O futuro já está aí…
Uma palavra para a Panasonic e o seu sistema de Micro 4/3 que já implementou na G1 e que pode muito bem vir a revolucionar as pequenas SLR e as compactas.
Mensagens com Etiquetas ‘equipamento
2008 – acessórios.
Para finalizar os artigos sobre os melhores equipamentos de 2008 termino com os acessórios, tudo aquilo que nos ajuda a obter melhores fotografias e sem os quais não seria possível atingir esse objectivo.
Flash
Nikon SB-900
Um concentrado de tecnologia, este flash foi até onde não se imaginaria até ao seu lançamento: detecta automaticamente o tipo de sensor da câmara onde está ligado e ajusta-se em conformidade, tem um ângulo de cobertura verdadeiramente largo (vai dos 17 ao 200 mm), a distribuição da luz pode ser ajustada e se colocar um gel colorido na luz ele detecta-o e ajusta o balanço dos brancos automaticamente. Impressionante de facto. Este concentrado todo tem um preço de 499€.
Impressora
Epson Stylus Photo R2880
Será possível melhorar um produto que é excelente? A Epson pegou na excelente R2400 e transformou-a numa impressionante R2880, já dotada com as novas tintas K3 Vivid Magenta. Se a R2400 era um produto muito acima da sua classe e encontrava o seu lugar natural num pequeno estúdio, agora está num patamar ainda mais acima e quem quer imprimir até ao A3+ não precisa de procurar mais. Tem alguns pequenos defeitos, o principal é a capacidade dos tinteiros (ridícula: apenas 13ml) o que torna a tinta demasiado cara.
Mas por 756€, na Colorfoto, a impressora oferece uma impressão de alto nível até ao A3+, a cores ou a preto&branco, graças à tecnologia K3 da Epson que usa três pretos – photo black/matt black + light black + light light black – e a nova tinta vivid magenta. Para conseguir melhor, e na minha opinião não é muito melhor, é preciso gastar o dobro numa Pro 3800 que já imprime até ao A2.
Papel brilhante
É díficil bater o Ilford Gold Fibre nesta categoria, sobretudo pela impecável impressão a preto&branco e pela sua relação preço/qualidade. Capaz de se bater com os papéis analógicos desta velha marca britânica, sobretudo com os míticos Warmtone, é um papel soberbo, com um peso adequado a impressões fine-art (310gsm), um perfil de fábrica bastante ajustado e uma gama tonal assombrosa. É, definitivamente, o meu papel de eescolha para impressões que exigem um papel brilhante, tendo apenas a apontar a ligeira cor quente do papel que faz sobressair um pouco mais as cores de tonalidade amarela/laranja/vermelha das fotografias, tirando isso é o papel de impressão ponto final.
Papel mate
Foi difícil chegar ao papel mate de eleição, principalmente porque testei bastantes, mas o MonoPrint Avignon Smooth é de facto imbatível. com impressionante peso de 325 gsm, é o papel fine-art de excelência, com um acabamento suave e de bom definição. Sem ser demasiado texturado, algo que não aprecio particularmente nos papéis inkjet, permite um definição imbatível para um papel mate e excelente cor, é capaz de absorver uma boa quantidade de tinta o que lhe permite assegurar uma longa longevidade das impressões. Papel de muito bom nível com um preço algo proibitivo…
Software
A minha escolha não recai sobre um programa de software per si mas um plugin. Os plugin’s permitem expandir as capacidades de determinado software e a Nik Software tem-se especializado neste tipo de programas e o seu Silver Efex Pro é uma ferramenta essencial para quem possui o Photoshop ou o Aperture e deseja ir mais longe nas transformação de imagens a cores em preto&branco. Durante o teste que efectuei ao plugin (técnica que uso sempre que possível antes de adquirir qualquer programa e que as marcas cada vez mais usam para atrair clientes) fiquei impressionado com a interface, com as possibilidades artísticas e rapidez do mesmo. Permite transformar uma imagem a cores numa imagem a preto&branco com inúmeras possíbilidades criativas, que vão desde o contraste ao grão e simulação de filme analógico. Imprecindível em qualquer labotatório digital que se preze e que use um dos dois programas que indiquei no início. O preço é no entanto o maior defeito deste programa, cerca de 199€ parece-me exagerado para um plugin mas dada as suas características é produto que recomendo.
2008 – compacta do ano
Isto já parece o catálogo da Canon… Mas de facto a culpa não é minha mas sim da concorrência que anda um pouco perdida. Sem mais a compacta do ano é a Canon Powershot G10. Uma bomba, com qualidade de imagem capaz de rivalizar com as SLR de gama média e baixa, é o sonho de qualquer amador expert ou profissional: pequena, com boa qualidade de imagem, uma lente boa, ISO aceitável até aos 400-600 (e não mais…) e preço acessível (a Colorfoto está a vender a máquina por volta dos 489€). Por estas razões e porque não vejo mais nenhuma máquina cuja qualidade lhe chegue aos calcanhares, o prémio compacta do ano 2008 é lhe atribuído com toda a justiça.
2008 – objectiva do ano.
Aqui a selecção foi mais complicado porque a Nikon este ano lançou várias objectivas de topo, a Canon deixou-se um pouco para trás – justiça seja feita porque tem um catálogo muito mais recheado de belíssimas objectivas – e pura e simplesmente a Tamrom e a Sigma não apontam para o mercado da inovação. Durante este ano – e mais uma vez porque tenho o armário recheado de excelentes lentes – quase que não adquiri lentes mas graças à Colorfoto tive o prazer de testar algumas e por isso para mim a lente do ano não é uma mas sim duas:
1) AF-S Micro NIKKOR 60mm f/2.8G ED
É uma lente a todos os títulos soberba: leve, barata e com uma qualidade superlativa. Depois de a testar numa D700, fiquei boqueaberto com os resultados, a tal nível que não resiti e comprei-a (a minha senda de ter todas as lentes macro da Nikon continua…). Em casa e depois de a ter metido na minha D200 e ter feito várias fotografias para a loja Mundo Fantasma a opinião manteve-se, é uma objectiva a todos os níveis espantosa. Desconfio que será uma das minhas lentes favoritas e não será levar a coisa muito longe se afirmar que é uma das melhores Nikons de sempre. Pelo preço não há que enganar: é de comprar.
2) PC-E NIKKOR 24mm f/3.5D ED
Esta é uma lente altamente especializada, com fins muito determinaddos e que se destina à fotografia de arquitectura. Mas nas mão de um fotógrafo criuativo é uma ferramenta de excelência e basta ver como o Vincent Laforet a usa (nesse caso uma TS Canon 24) para perceber o que acabo de dizer. A lente pode ser usada para obter o chamado ‘efeito maquete’ em que o Tilt e o Shift são utilizados para dar a sensação de se estar a fotografar uma maqueta quando de facto se está a fotografar algo real. Agora imaginem isto aplicado à fotografia de desporto ou paisagem e as possibilidades são infinitas…
O preço afasta-a do grande público mas é de facto uma objectiva de grande qualidade e que merece alguma atenção.
Um obrigado especial à Colorfoto por me ter disponibilizado uma Nikon D700 e as duas lentes para teste.
2008 – máquina do ano.
É a máquina do ano. Sendo um utilizador Nikon há já 17 anos não posso deixar de sentir uma pontinha de inveja por não ter no meu arsenal algo semelhante mas adiante. De facto a Canon 5D MkII veio revolucionar 2008 de várias formas:
a) trouxe os 20+ Mp (full-frame) de resolução abaixo dos 2.500€ com uma qualidade invejável (superior à sua concorrente directa a Sony A900),
b) pela primeira vez conjuga vídeo de alta resolução com fotografia,
c) conversão A/D de 14 bit,
d) gama de ISO de 100 a 6400,
e) e auto-limpeza do sensor.
Mesmo com um autofoco de antanho e que bem poderia ter sido melhorado pela Canon, a máquina é uma ferramenta de sonho para qualquer fotógrafo de estúdio e/ou natureza que permite, sem artefactos nem truques, impressão em tamanhos superiores ao A2 e uma qualidade de imagem fenomenal. Não é a câmara para repórteres nem jornalistas desportivos – a cadência de disparo é apenas 3.9fps… – mas para as utilizações a que se destina não tem concorrente à altura. Neste momento é a única solução para aqueles que procuram full-frame de alta resolução e abaixo dos 2.500€ com qualidade estonteante, se a isto lhe juntarmos o vídeo de alta-resolução temos uma câmara que estabeleceu os parâmetros pelos quais a futuras concorrentes irão ser avaliadas. E por estas razões para mim é a máquina do ano de 2008. E se a concorrência não se supera continuará na liderança por mais algum tempo e pessoalmente acho que neste momento só a Nikon terá a capacidade de o fazer. O tempo o dirá.
Cabaz de natal.
Em colaboração com a loja Colorfoto trago-vos hoje um cabaz com vários itens para meterem no sapatinho do fotógrafo lá de casa ou da família. Há prendas para vários preços e tamanhos, portanto abrange vários tipos de bolsa e de fotógrafos. Boas compras!
Canon Powershot G10
A compacta do momento, pequena, com excelentes capacidades e boa qualidade de imagem. A lente tem um alcance limitado mas nas mãos de um fotógrafo experiente a máquina produz resultados de qualidade superlativa. É a minha prenda de sonho e espero ter uma na mão para poder publicar um teste dentro em breve.
Colorvision Spyder3 elite
Um excelente calibrador de ecrã de qualidade absoluta. Eu pessoalmente uso um, tem capacidade de calibrar até dois monitores em simultâneo, pode ser programado para emitir um aviso caso o(s) monitor(es) fiquem descalibrados e é a ferramente essencial em edição de imagem. Essencial para fotógrafos exigentes e que exigem um workflow calibrado.
Flash Canon 580EX / Flash Nikon SB900
Dois flashes de topo para fotógrafos expert. O topo da gama das respectivas marcas, capazes de proporcionarem iluminação criativa e de qualidade.
Leitor multimédia Epson P7000
A prenda ideal para fotógrafos que passam muito tempo fora a fotografar e que por motivos vários não podem andar com um portátil às costas. Permite visualizar quase todos os formatos RAW e tem um disco de 160Gb. O monitor tem cerca de 10 cm de tamanho e usa a tecnologia PictBridge que lhe permite imprimir sem estar ligado a um computador.
Artic Butterfly 724
Uma ferramenta para limpar os sensores das câmaras digitais e é considerado por muitos a melhor na sua especialidade. Pessoalmente tenho o modelo abaixo e funciona muito bem, recomendado para pessoas que necessitam de limpar o sensor com frequência em conjunto com as espátulas e o líquido de limpeza da mesma marca.
Tripé Manfrotto 190XPROB + rótula 804RC2
Excelente escolha em tripés a Manfrotto sempre conseguiu fazer produtos com boa tecnologia a bom preço. Este é um tripé em polímero (Adapto) mais leve que o alumínio e a cabeça é uma cabeça de três eixos com outros tantos manípulos. Uma excelente escolha e óptima relação preço/qualidade, para obter mais e melhor é preciso gastar 3x mais para reduzir 200 ou 300 gramas…
Uma máquina e três lentes.
Ontem a Nikon anunciou uma nova máquina – a D60 – e três nova lentes: um zoom modesto para incluir no kit da D60, uma nova Micro 60/2.8 e uma 24/2.8 PC-E.
Nikon D60

A nova máquina digital da Nikon é algo que já era esperado, reforça a presença da marca no segmento baixo e vai vender aos milhares. Para os outros que aguardam uma máquina melhor isto são boas notícias. Porquê? Porque é com estes modelos que as marcas ganham as verbas necessárias para depois apostar um produtos de nicho como a D300 e futura gama média FX. Mas vamos a algumas caracteristícas deste modelo:
- sensor de 10.2 MPx,
- limpeza de poeiras integrada (com um novo sistema airflow que ‘aspira’ a sujidade ao mesmo tempo que um sistema vibratório a faz cair do sensor),
- processador expeed,
- active d-lightning.
Isto é o que sabe mas não tem nada terrificamente inovador, é o alargar às gamas mais baixas da tecnologia que foi implementada na D300 e D3, o que significa coisas boas para os consumidores interessados numa boa máquina, leve, económica e com boas performances. Um sucesso garantido. O preço irá rondar os 750€ (kit com lente 18-55).
Nas lentes uma surpresa, um upgrade e mais um zoom gama baixa. Quantos mais zooms gama baixa vão ser lançados este ano? Não sei mas duvido que o mercado aguente tanto zoom com inúmeras variaçoes à volta do clássico zoom ‘todo-o-terreno’ que equipa estas gamas. No entanto é um produto interessante para quem quer apenas transportar uma lente e ter o caso resolvido.
PC-E Nikkor 24mm f/3.5D ED
A surpresa vem da PC-E Nikkor 24mm f/3.5D ED, desta não estava à espera. Aqui a Nikon joga em duas direcções: pisca o olho aos utilizadores Canon que já têm este tipo de lentes há muito tempo, possibilitando-lhes a mudança de marca sem sentirem falta da lente A ou B e dá a possibilidade de todos aqueles que necessitem de controlar a perspectiva e profundidade de campo de ter a lente que lhes dá esse controlo. Recordo que este tipo de lente, muito específica, interessa aos fotógrafos de estúdio, de paisagem e sobretudo aos fotógrafos de arquitectura, onde o seu uso permite conjugar o campo de visão de uma grande angular com o controle de perspectiva que é muito útil ao fotografar edifícios.
AF-S Micro Nikkor 60mm f/2.8G ED

Para mim é uma excelente notícia o upgrade desta pequena lente macro da Nikon. Por várias razões: fica mais próxima em performance da actual 105/2.8 Macro e transforma esta lente num potencial sucesso junto de todos os que tendo um sensor aps-c (tipo D80, D200 e D300) porque de repente podem ter uma 90/2.8 macro a um preço impensável até ontem. Mas a lente vai mais longe e com as alterações que lhe foram introduzidas, torna-se num bom complemento para a 105/2.8 para quem poder adquirir as duas. Sem me alongar muito em pormenores técnicos, a grande diferença entre as duas lente é a distância de trabalho desde o plano do sensor até ao objecto que é na 60/2.8 bastante inferior à da 105/2.8 o que na prática elimina o seu uso para fotografar pequenos insectos e répteis porque necessitamos de nos aproximar mais do tema do que com a 105. Mas a 60 é muito boa para fotografar objectos que pela sua natureza estão imoveis: plantas, flores, fungos, natureza morta, objectos, etc.
Deve estar na forja mais um sucesso para a Nikon embora pessolamente estranhe a não inclusão na lente de um sistema de estabilização. O resto é o habitual: elementos ópticos ED, motor AF-S, camada nano crystal coating, dois elementos asféricos e um diaframa de nove láminas para obter aqueles fundos desfocados fantásticos. O preço deve rondar os 500€ que a confirmar-se vai transformar a lente num sucesso. Preço previsto: 540€.
E a seguir? Bem a seguir, e na minha modesta opinião, vêm aí as novas lentes fixas com AF-S e aberturas rápidas – imagino uma 50/1.2, uma 85/1.4VR, uma nova 200/4 Macro VR e grandes angulares de 1.8 (24/28/35) – e uma nova D400 FX, isto tudo no prazo máximo de um ano. Mais uma vez sublinho que são apenas os meus desejos e nada mais. Nada de especulação, aceitem isto apenas como algo que eu gostaria que a Nikon lance para o mercado (haverá alguém a ler isto no Japão? Nikon?).
comentários recentes