
Esta é a máquina que despertou em mim o prazer de fotografar. Foi um presente de um tio que trabalha na Alemanha (na altura ainda RDA e RFA), que na altura trouxe várias para oferecer, graças a deus sobrou uma para mim.
A máquina é extraordináriamente simples e robusta, era aliás uma máquina para o povo, construída na RDA com o propósito de em cada casa haver uma máquina fotográfica. Como o poder de compra era baixo a máquina tinha que satisfazer duas permissas: ser barata e não precisar de manutenção. Este modelo particular é de 1983/85 e só precisa de uma pilha para o fotómetro, todo o resto do mecanismo da máquina funciona mecanicamente. Se ficar sem bateria no meio de nenhures o que faz? Segue a regra sunny 16: para um dia sem nuvens pode fotografar um objecto de tonalidade média a f16 e a velocidade de obturação a 1/ISO. Numa máquina último grito tecnológico e digital isto é pura utopia.
A máquina vinha equipada com uma lente de 50/f2.8 mas na minha está uma lente, também Pentagon, grande-angular de 29/f2.8, que consegui encontrar em segunda mão e practicamente nova. Em termos económicos esta máquinas valem, neste momento, pouco mais de 60€, mas é raro encontrar alguma à venda, o que é de admirar sobretudo se pensarmos que foram produzidas cerca de 520.000!
A reputação de robustez desta máquina é legendária e existem na internet grandes aficionados, como Ferdi’s den Broeder e Mike’s Praktica Collection. A marca Praktica ainda existe mas com um catálogo muito especializado e reduzido.
Escusado será dizer que ainda uso a minha, sobretudo em reportagem de rua, onde passa practicamente despercebida, apesar da focagem (manual) ser complicada em virtude de usar óculos.
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A minha primeira câmara.
Jobo Giga One.
Para quem fotografa com máquinas digitais com uma resolução superior a 10 Mb por imagem e fotografa sempre em RAW, o espaço para guardar as imagens durante as sessões no exterior é fonte de preocupação. Existem neste momento duas soluções no mercado: investir em cartões de elevada capacidade (8 Gb ou superior) ou comprar uma unidade de armazenamento ligeira e facilmente transportável.
Eu sou a favor da segunda opção, primeiro porque os cartões ainda têm alguma fragilidade, os de elevada capacidade são muito caros (o Sandisk Ultra de 8Gb custa +/- 300€) e não é práctico nem fácil gerir um sistema com muitos cartões. Assim optei pela segunda hipótese e adquiri apenas 3 cartões: um de 1 Gb e dois de 2 Gb, e como complemento um Jobo Giga One de 40 Gb.

Neste momento este modelo já existe em preto mas prefiro o alumínio natural (os riscos, inevitáveis, não se notam tanto) e um outro modelo de 80 Gb, um pouco mais caro. A operação desta unidade é do mais simples possível: basta introduzir o cartão a copiar (e aceita quase todos os tipos de cartões) na ranhura correspondente, ligar a unidade e carregar no botão “copy”. O LCD de fundo azul tem apenas a informação necessária: se está algum cartão introduzido, se está a executar uma cópia, qual a capacidade disponível actual e não permite a visualização das fotografias. O Jobo tem uma bateria recarregável com uma duração razoável e para poupá-la, a unidade desliga-se automáticamente ao fim de alguns minutos sem actividade. Uma vez chegado a casa basta ligar o Jobo ao computador e transferir os ficheiros para o software de edição de imagem.
Em termos de capacidade esta unidade leva cerca de 2.400 fotos (ficheiros RAW da D200, 1 Gb armazena 60 fotos). Outra razão para optar por esta solução é o preço, uma unidade destas anda pelos 160€.
Robusto e fiável (o meu Jobo andou na mochila durante o passeio na Mata da Albergaria) e com um preço acessível, é uma boa aquisição mas quem quiser visualizar as fotos vai ter que procurar noutro lado e desembolsar muito mais do que os 160€.
o YouTube e o Google.
Depois do mega-negócio da compra do YouTube pelo Google, este artigo da BBC talvez coloque a questão na sua real perspectiva: circulam muitas coisas pelo YouTube mas será que valem alguma coisa? Para mim e como utilizador do serviço, até para este blogue, há ali matéria muito interessante mas que andará à volta dos 10 a 20% do total, o resto são exercícios de exebicionismo e assuntos, talvez, sem grande interesse.
Um dia diferente…
Ontem foi um daqueles dias diferentes. Ora aqui vai o plano de actividades de ontem:
1) Actualizar software. Para preparar o terreno para o Aperture 1.5 a Apple actualizou quase tudo o que interfira com o programa. Porreiro, mas ao abrir os programas foi uma seca, pergunta daqui se quer actualizar a tabela x, ou o sector y, pergunta dacolá se quer restaurar as imagens, se quer qualquer coisa que não percebi…
2) Logo a seguir começar a digitalizar os slides que tenho de um projecto, são cerca de 70/80 imagens, poucas de facto. O problema é que ainda me faltam cerca de 400 de outro projecto, mais umas 300 de outro e, finalmente, cerca de 400 imagens para recuperar da minha visita à Expo ’92 de Sevilha.
3) Entretanto o Blogger deu-me a honra de poder ser um dos utilizadores do blogger Beta. Mas a configuração que tinha no Blog anterior foi-se. Há que recomeçar quase do zero. Há que manter a calma…
4) Depois a visita do Alessandro da AppleStore para testar e instalar um segundo monitor de 20″ no iMac. Fui à loja buscá-lo e trazer os monitores. Monta e desmonta ecrãn, testa, volta a testar e chegamos à conclusão de que o Apple Cinema Display de 20″ é o que tem melhor imagem, o LaCie de 20″ ligeiramente atrás. Ficou o Apple. Desmonta LaCie, monta caixa, carrega caixa, volta à loja com o Alessandro e o LaCie. Pagar. Fui buscar a cara-metade que se tinha entretido nas compras. Chegar a casa.
5) Mais um upgrade de software, desta vez do OS. Mais uns minutos à espera.
6) E finalmente o upgrade esperado, o Aperture 1.5. Uff, são 23:57 e consegui acabar!…
Curtas
O preço do iMac de 24″ parece que vai mesmo ser uma surpresa: à volta dos 2.000€. Melhor é impossível…Arranjei um brinquedo novo: um scanner Epson 4490. Agora ando ás voltas com ele para determinar as melhores configurações para cada tipo de filme. Ou paro de comprar brinquedos novos ou deixo de ter vida pessoal ! Isto é coisa para uma boa centena de testes, que irei partilhar convosco claro!
Continuo sem perceber o buzz todo à volta do LightRoom da Adobe. Se o programa ainda é uma versão de testes como é que já anda a ganhar testes? E se nem a Adobe sabe o outcome final do produto para quê tanto papel gasto em semi-testes? Enfim, vai-se lá confiar em quem…Um dia destes os protótipos começam a ganhar prémios de carro do ano, anos antes de circularem!
Se estão lembrados levantei aqui uma questão sobre o Bike Park construído na Serra da Estrela, mais própriamente dentro do Parque Natural, que chegou ao meu conhecimento via “O Cântaro Zangado”. Nem de propósito este fim-de-semana passou uma pequena reportagem na TV sobre o dito parque. Reitero aqui a opinião que transmiti na altura: é coisa para malta radical que não dispensa o público atento (composto por amigos, família e namorada(o)) para aplaudir os saltos radicais, toscamente feitos de monte de terra e com cercas de plástico cor de laranja para melhor protecção de quem pratica tal acto tão radical. Segurança?!…Onde estavam estes radicais quando se faziam os Downhill’s aqui no Minho, em pistas improvisadas e com bicicletas de antanho? E que me lembre nunca ninguém ficou sériamente ferido numa dessas corridas. Como é que alguém explica a estes tipos que o prazer do BTT está precisamente no partir à aventura, rumo ao desconhecido e estar preparado para o que a Natureza nos dá, seja bom ou mau? Não explica…Esta malta vem do Motocross, gosta de adrenalina ao máximo, mas como as “biclas” não têm motor há que se virar para as descidas, é mais fácil, não? E então com os tele-lifts, maravilha não? E com a pista construída para não ter muito trabalho à procura de trilhos, fantástico não? E se fossem construir a porra da pista do que é deles e não no que é de todos, mais inteligente não?…
(esta não foi lá muito curta, pois não?)
Últimas…
A Apple anunciou hoje a nova linha de iMacs. Nada de especial não fosse o facto de ter introduzido na linha um super iMac, potente e com ecrãn de 24″. Sim vinte e quatro polegadas…Super configurável, com os novos processadores Intel, memória até 3Gb, este é sem dúvida um Mac dirigido aos fotógrafos (e não só). Quem estava à espera para dar o salto para a Apple, agora com este computador e o Aperture já não tem desculpas para inventar, além de que o preço me parece que vai ser uma boa surpresa.
Retirando este novo modelo de 24″ o resto da linha não é uma revolução, antes uma evolução. Quem já tem um iMac Intel de 20″ neste momento ganha mais em lhe adicionar um segundo ecrãn e guardar para mais tarde o upgrade, a velocidade não é assim tão superior que valha a troca. Agora que ficaram com a água na boca já podem ir espreitar os novos modelos.
Uma semana em cheio!
Ontem a Apple anunciou, no início da sua conferência anual, o novo sistema operativo Leopard (a lançar só na Primavera do próximo ano) e os novos MacPro, máquinas de sonho mas destinadas aos profissionais, quer pelas características técnicas quer pelo preço! Esperava um iMac mais “musculado”, mas como o 20″ já pode ser bem “artilhado”, talvez a Apple não veja necessidade de mexer na linha iMac.
Entretanto na minha passagem para a fotografia digital só falta mesmo verificar a nova Nikon e tomar a decisão, penso que não posso esperar eternamente pela próxima novidade, arrisco-me a nunca comprar nada, há sempre uma nova máquina ou computador no horizonte…
Ando agora a magicar uma maneira de pôr o iMac a funcionar com mais um monitor de 20″, com o Aperture era uma beleza, a aplicação devora espaço no monitor que é uma coisa maluca. Vamos lá ver se há orçamento que aguente…
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