Arquivo da categoria 'o elogio da sombra'

28
Jun
10

Pequenas notas no regresso de férias

Regresso ao trabalho lentamente após duas semanas de férias, custa sempre voltar às rotinas diárias. Mas como nada se faz sem trabalho…
Durante este período organizei mentalmente algumas questões que precisavam de ser tratadas e fui-me preparando para as tratar. A saber:

Fotografia
Após a aquisição de várias máquinas analógicas comecei a recuperar o prazer e a vontade de fotografar em suporte filme – cores e p&b. É como ter uma máquina de sensor intermutável à disposição; não é barato é certo mas é outro ritmo e outro método de trabalho e não é comparável ao trabalho com máquinas digitais.
Uma das possibilidades aberta por estas ferramentas é a diversidade enorme – para os tempos digitais que correm, entenda-se – de suportes em filme e isso cria-me a vontade de em cada projecto de trabalhar em suportes distintos, vários tipos de filme: p&b, slide, negativo cor e Polaroid. Isto não quer dizer que abandonei o suporte digital, antes pelo contrário, mas cada coisa no seu lugar e neste momento sinto que há lugar para o filme na minha fotografia.

Projectos
Percebi que cerca de 4.000 fotografias que fiz durante dois anos em Bertiandos estavam paradas à cerca de um ano há espera de uma solução. Bem não vão esperar mais. Depois de as desanexar de um outro projecto mais abrangente (e que denominei Natureza 2006-2009), criei novo projecto e anexei-as. Comecei já a selecção daquelas que melhor se adaptam a este projecto e aos seus objectivos e vou passar para a edição logo que possível. Como habitual foi criado um novo fotoblogue – ainda não visível – para depois começar a publicar. No final seleciono as melhores para o site.
Acrescento que neste projecto já vai ser possível ver alguma da diversidade que anunciei na alínea anterior.

iTunes
Ando bastante atrasado na colocação de discos em CD, na classificação de milhares de músicas bem como na digitalização de capas em falta. Aproveitei alguns dos dias de férias para pôr esse trabalho em dia e já começa a estar quase em dia. Neste momento tenho a colecção de CD quase toda no iTunes em 320kbps com alguns em 256kbps, faltam ainda várias capas e o scanner não tem parado.
Falta-me resolver um problema: como digitalizar largas centenas de discos em vinil. Aceitam-se sugestões…
Com o I Love Stars a tarefa de classificar as músicas ficou substancialmente facilitada (via Quinta do Sargaçal).

Carro
Esta de facto até para mim foi uma surpresa mas não deveria ter sido. Estou habituado a trocar de carro a cada seis a oito anos, por isso estar a equacionar uma troca de viatura ao fim de três foi, conforme disse, uma surpresa. Mas não deveria ter sido e explico porquê.
O Panda que por cá anda – anda é um eufemismo – começa a ser uma pequena dor de cabeça e todos sabem por experiência com as dores de cabeça não matam mas moem.
Tenho para mim que o Panda não é um carro mau mas não é de longe o carro que preciso; citadino com tracção 4×4 permanente que lhe permite fazer estradões de terra batida em total segurança e pouco mais, tem um defeito enorme nas suas capacidades que lhe advêm do atrás descrito: não é carne nem peixe. Na cidade é muito lento e não está de todo adaptado para viagens longas que são um verdadeiro desespero neste carro, a pouca potência do motor aliada ao 4×4 permanente fazem com que o carro se arraste literalmente pelas auto-estradas a pouco mais de 100km/h em plano, se for a subir esqueçam ir a mais de 70-80kmh. Pode subir com maior velocidade mas em esforço total do motor. Subidas íngremes – alcatroadas entenda-se – como muitas que existem no nosso Minho são um tormento, só sobe à força de 1ª e 2ª, um desespero. Mala pequena para viagens longas, o que obriga a rebaixar os bancos traseiro e/ou a viajar com malas em cimas dos mesmos. Todo o terreno? Mais uma vez à força de 1ª e 2ª e rezar para que o terreno não esteja em más condições.
O barulho parasita dos plásticos e tudo o mais que pode chocalhar no carro: vidros, mala, encostos de cabeça, tudo mas mesmo tudo vibra brutalmente neste carro, é por demais.
Existe algo onde o carro brilha: no consumo. E a forma como se agarra à estrada. Em cidade consome 6lt/100 – muito dirão alguns mas lembrem-se do 4×4 permanente -, em estrada pouco mais de 5.2lt/100. E agarra-se como uma lapa à estrada em qualquer condição, chuva, neve, areia, gelo, nada assusta o pequeno Panda. Mas no geral tem sido uma experiência menos boa que provavelmente irá ditar a substituição do carro num prazo curto. Neste momento procuro alternativas…

27
Jun
10

De regresso

Depois de umas curtas férias estou de regresso.

13
Jun
10

Pequena pausa para férias


Vou para férias durantes as duas próximas semanas, sem internet, sem blogue e sem fotografia. Na bagagem levo alguns livros, vontade de descansar e de relaxar. Regresso a partir dos primeiros dias de Julho e até lá desejo a todos boas fotografias!

22
Mar
10

De volta (devagar…)

Quase três meses, quase…
Não foi algo particularmente grave que me afastou destas paragens durante estes meses, apenas uma falta de tempo crónica. Julgo que agora estão reunidas as condições para voltar ao vosso contacto, devagar que já estou desabituado.

Pelo caminho aproveitei para arrumar – literalmente – o estúdio/biblioteca, com a galeria e aliada à falta de tempo crónica as coisas ficaram caóticas por aqui e é fantástico perceber como um espaço arrumado faz maravilhas pela inspiração. Foram intruduzidas algumas alteração nos estúdio, a principal foi a colocação de um monitor hood no Apple Cinema Display de 20″ para evitar as luzes parasitas, colmatei uma falta nos monitores Apple mas obrigou-me a desembolsar 90€ na Colour Confidence (podem verificar a oferta dos Monitor Hoods na loja).

(Calibrador Spyder Elite3, colunas Harman/Kardon, boneco Star Wars comprado na Mundo Fantasma e um urso oferecido pela minha sobrinha porque não gosta do imperial scouter…vejam neste meu artigo de 2007 as diferenças)

A colecção de livros de fotografia tem aumentado significativamente nestes últimos meses mas é um facto que tenho comprado edições de autor e/ou de pequenas editoras (Farewell, Blackbook, TBW e Kaugummi entre outras) com pequenas tiragens- 250 a 300 habitualmente – e assinados pelos autores; os preços em grande parte dos casos não ultrapassam os 10€, muitos custam 5/6€ e alguns 15€, pequenas pérolas portanto.
Um pequeno aparte: estejam atentos à Schirmer/Mosel que vai reeditar este anos alguns dos livros da dupla Becher, Candida Hõffer entre outros, são livros que já estão esgotados à muito e que vão ser alvo de reedições.

Iniciei uma pequena colecção de fotografias de estúdio antigas, principalmente da época vitoriana e concentrada em fotografias de família. Aqui o eBay tem sido providencial e com alguma cautela tenho conseguido construir uma boa colecção com fotografias fabulosas, embora grande parte delas já tenha uma patine da passagem do tempo considerável o que na minha opinião só as torna mais orgânicas.

Trabalho fotográfico pessoal…
o sítio pessoal (www.mariovnova.com) foi reorganizado de molde a espelhar as minhas escolhas e novos projectos, assim nos próximos meses novos portfolios vão ser acrescentados (para já todos na fase de construção e sem um número significativo de fotografias) mas o trabalho actual pode ser acompanhado em fotoblogues, um para cada projecto. Assim podem acompanhar cada projecto à medida das vossas preferências, sem interferências de outros trabalhos.
O projecto de que apresentei aqui em 2009 – Um ano, uma câmara, um filme – já está iniciado. Tem algumas pequenas diferenças em relação ao anunciado: a câmara é uma Nikon F5, o filme o Kodak Portra 400NC, a lente é uma Nikon 24/2.8D AF mas o conceito é o mesmo. É um trabalho de rua e é uma tipologia (dicionário Priberam) e está numa fase já avançada de rascunho ou seja já estou no ‘terreno’ a fotografar e a testar enquadramentos e equipamento. A F5 foi o único equipamento que comprei para este projecto e custou-me 350€ no eBay, com o digital em força os preços dos equipamentos analógicos caiu a pique, a F3 que referi inicialmente custou-me 275€, há três anos atrás não a teria conseguido comprar por menos de 750€…Essa máquina está destinada a outro projecto em fase ainda embrionária que não sei se vou conseguir pôr de pé este ano, neste momento os cinco projectos que tenho em mão já me ocupam 100% do tempo disponível para fotografar.
Podem ver na barra lateral os projectos pessoais à medida que vão estando online.

Até já!

20
Dez
09

Boas Festas…

16
Nov
09

Novo projecto.

Por vezes puxar os limites do que fazemos pode ser bom. Limitar ao mesmo tempo, simplificar, as ferramentas usadas. Assim nasce o ‘contos de uma cidade silenciosa‘. Nasce de uma necessidade de traçar novos rumos, puxar os limites do que faço, sair de uma certa zona confortável e confrontar alguns fantasmas. Nasce da necessidade de depurar técnicas e ferramentas e para isso nada melhor do que uma câmara que está sempre à mão: a do telemóvel. Neste caso um BlackBerry 9000.

O conceito gira à volta da solidão, tristeza e do número nove. Apesar de estarmos sempre ligados – seja via telemóvel, internet, email, computador, etc. – o sentimento de solidão e isolamento é cada vez maior. Cada vez mais os centros das cidades são abandonados ao final de um dia de trabalho e hordas de carros e pessoas regressam às suas casas numa rotina infindável, ‘amaciada’ por um consumo desenfreado que disfarça o vazio que cada um de nós sente diariamente.

Mas o 9 tem um significado especial, e não só na cultura chinesa, mas na mitologia de diversas culturas, estando associado em quase todas à medida exacta da busca de proveito, ao corolário dos esforços, ao encerrar de um ciclo e início de outro superior, já que é o maior número singular.(…)
Nove é também o número de esferas celestes, de oríficios do corpo humano e dos meses de gravidez.(…)
A cultura japonesa é provavelmente uma excepção no que se refere à simbologia em que o número nove está envolvido, estando associado a azar e sofrimento.(…)
fonte: DN.

Começando hoje serão publicadas três fotografias por dia, ao fim de três dias serão nove (três dias são 72 horas e 7+2 é igual a nove), sempre publicadas às 03:00, 12:00 e 21:00. A soma destes números é 36, cuja soma (3+6) é igual a nove.
É certamente o início de um ciclo novo, talvez de sorte, talvez de sofrimento, talvez de azar.
As fotografias são a preto&branco e saem assim do BlackBerry ou seja não têm nenhum pós-tratamento digital. Estou bastante interessado num trabalho ‘visceral’ sem intermediários, tal e qual como sai da câmara, se sair bem fica, se sair mal é eliminado.
As influências são várias desde a fotografia japonesa à BD, passando pela música e pela poesia, memórias de canções e textos que li desde que me conheço. O nome do projecto nasce do nome de uma música de um grupo e que surgiu numa pesquisa no iTunes com a finalidade de fazer uma pesquisa para dar título ao projecto (é assim que nascem todos os títulos dos meus projectos). Depois de ter o conceito do projecto e de ter o esqueleto do que pretendo fazer vou à procura do título de uma música (ou muito raramente de um disco) que se adapte ao projecto.

08
Nov
09

Pequenas afinações no CSS.

Mudei alguns pequenos detalhes no CSS do blogue, nomeadamente os títulos dos artigos que agora têm as iniciais em capitais e não em minúsculas como anteriormente. Também na barra lateral existe uma nova entrada dedicada aos meus projectos pessoais que neste momento apenas tem o meu sítio pessoal mas que irá albergar algumas novidades nos próximos meses. Nas categorias foi acrescentada uma nova dedicada a exposições e que irá albergar todas as minhas análises críticas a exposições.
Se detectarem alguma coisa fora do sítio ou quiserem fazer alguma sugestão agradeço o vosso contacto.




mário venda nova







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