Gosto particularmente do trabalho Wake deste fotógrafo dinamarquês, gosto da solidão e silêncio das fotografias deste portfolio. Publicado em livro pela Steidl este trabalho foi realizado entre viagens para realização de reportagens e reflecte o lado solitário, triste e melancólico da vida nómada de um repórter. Realizado durante sete anos um pouco por todo o mundo retrata esse limiar entre a luz e a escuridão tão próprio da solidão. A não perder o livro na Amazon que foi considerado pelo insuspeito Alec Soth como um dos melhores de 2008.
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Adam Jeppesen
Gerald Förster
Gosto bastante do projecto Nocturnal do fotógrafo alemão Gerald Förster, basicamente o que me atraiu ao projecto foi a tensão existente entre as paisagens noturnas desoladas e os casais captados durante o acto sexual. A relação visual entre o detalhe das cenas perfeitamente focadas e os (o?) casais desfocados resultado das longas exposições necessárias à captação das fotografias é soberba e no geral o projecto está bem conseguido, apesar de reconhecer que o tema é capaz de afastar algumas pessoas. São fotografias que passam inicialmente despercebidas até se olhar atentamente e se descobrir a verdadeira intenção das mesmas.
Julgo ser quase impossível realizar um projecto destes que não seja encenado mas sem uma referência específica do fotógrafo não existem dados suficientes para o afirmar, no entanto acho que isso faz parte da intenção de Förster e não me perturba minimamente.
Dalton Rooney
© Dalton Rooney
Dalton Rooney é um bom exemplo do que pretendi explicar no meu artigo sobre fotografia de natureza nos dias de hoje: procura ir mais longe do que apenas a imagem esteticamente bonita. Os seus portfolios, que recomendo vivamente, estão repletos de imagens que não procuram evitar a discussão sobre o estado da natureza nem evitam retratar marcas de permanência e/ou uso humano. É um discurso que dismistifica a natureza como algo absolutamente belo, algo que está longe da realidade encontrada no terreno por muitos de nós.
Estas imagens tornam-se assim vectores de discussão muito diferentes da imagética de natureza habitual e isso cria uma tensão no discurso bastante interessante. A ver e altamente recomendado.
Peter Farago
© Peter Farago
Num mundo a cores como é a fotografia de moda, Peter Farago apresenta um trabalho maioritariamente a preto&branco. É um trabalho esteticamente limpo, sem ruído nem ‘sujidades’, um trabalho asséptico no sentido de apresentar uma visão demasiado perfeita da realidade e isso é algo ao qual ainda não me habituei na fotografia de moda. Talvez prefira algo mais ‘sujo’ ou mais orgánico mas pode ser da vossa preferência por isso aqui fica.
Jenn Hoffman.
Fotografia de moda/beleza/publicidade, escorreita e sem nenhuma marca particular. No entanto se a fotografia de moda é do vosso agrado talvez haja aqui algo de interesse. É difícil sobreviver num mercado onde já tudo foi feito mas no entanto ainda existem fotógrafos a fazer trabalhos inovadores nesta área mas de facto Jenn Hoffman não me parece marcante nem detentora de um olhar que a diferencie de tantos outros. Fica no entanto o registo, a vossa opinião pode ser diferente da minha.
Olaf Breuning.
Um projecto que cruza inteligentemente fotografia e artes plásticas que como ex artista plástico me agrada bastante. Estes projectos que usam a fotografia como base de um trabalho de técnica mista abrem novos horizontes à fotografia, nem todos no entanto conseguem fazer uma utilização que não altere radicalmente a percepção por parte do público que estão perante uma fotografia e não uma montagem e/ou pintura. Olaf Breuning consegue fazer essa ponte entre várias artes e no entanto continuamos a entender o seu trabalho como fotografia. É um trabalho bastante contemporâneo e o autor tem um currículo de exposições – e não só – invejável. A descobrir portanto.
Maciek Jasik
© Maciek Jasik
Gosto bastante da série ‘portrait‘ deste fotógrafo. Tenho uma espécie de apetência natural para este tipo de retrato contemporâneo. A sua série ‘a thousand souls‘ é também bastante interessante.








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