Arquivo da categoria 'fotografia'



14
Mar
11

(Des)Equilíbrio

23
Fev
11

O dilema de uma opção ou a incerteza da curadoria…

Se acompanharam este blogue nas últimas semanas repararam que tenho publicado diversos trabalhos de fotógrafos e cuja selecção não foi aleatória, existe uma clara opção da minha parte em expor aqui esses trabalhos em detrimento de outros. Podemos entender essa publicação como uma espécie de curadoria online onde eu como “comissário” faço opções que depois se tornam públicas e visíveis aqui. É para mim uma claríssima linha de trabalho para este blogue, na galeria Colorfoto isso já está implícito, como espaço de exposição online, de análise e ou crítica. A parte da crítica é efectuada antes da publicação pelo é natural que sejam publicados apenas trabalhos que considero bons. É um facto que assim será tudo bom mas não vejo validade nenhuma em publicar trabalhos cujo interesse – mais uma vez na minha perspectiva de curadoria online – é menor face aos que aqui são publicados, assim nem tudo é bom, o mau é que já ficou pelo caminho… Pontualmente será de interesse para determinado tópico fazer essa abordagem bom versus mau mas como linha de publicação serão apenas publicados bons trabalhos.

Mas em termos de curadoria/comissariado o que é que eu procuro?
Resposta: projectos e séries. Existe algo que eu definitivamente não procuro: fotografias desconexas, sem ligação, por muito bonitas que sejam, se me cruzar com um trabalho composto exclusivamente por um grupo de boas fotos mas cuja ligação não existe eu prefiro não expor. E assim passo aos projectos e às séries.

Projectos
A ideia de projecto pressupõe uma ideia e partindo dessa estrutura um conjunto de fotografias é organizado desde a captura, passando pela edição até à selecção final. Para mim um bom projecto deve ter uma organização inteligente e deve estar estruturado com principio, meio e fim. Os melhores projectos colocam questões, intrigam os espectador e fornecem algumas respostas mas sem o anunciar, são também introspectivos no sentido de que dão corpo a uma série de interrogações que o artista tem e para as quais procura respostas. O seu projecto é uma reacção a uma ideia mas também a uma série de questões que o fotógrafo tem.
Dito isto não gosto de projectos demasiado introspectivos ou que abordam com demasiada proximidade a vida do próprio fotógrafo, não gosto muito do conceito voyeurista que alguma fotografia expõe, nada contra é apenas uma posição pessoal.
Um bom projecto tem sempre um fim, uma finalidade para o qual foi preparado: uma exposição, um livro, uma galeria online. O conjunto dessas finalidades constituiu o portfolio de determinado projecto.

Série
A série é um conceito muito interessante do ponto de vista estético. A série é um conjunto de fotografias cuja ligação é imediatamente reconhecida pelo espectador dado que abordam todas os mesmo tema, talvez o exemplo mais reconhecível sejam as fotografias dos Becher. Os Becher recolheram durante anos fotografias sobre vários tipos de instalações industriais na Alemanha e durante as suas aulas influenciaram diversos alunos que seguindo o exemplo deles se dedicaram à serialização de vários temas, Simone Nieweg fez uma série interessante sobre hortas comunitárias.
Na série a ligação é o tema mas também a parte visual, quando mais idênticas são as fotografias mais coesa se torna a série. O risco é maior do que no projecto dado uma má opção invalida a série inteira, o erro paga-se caro aqui. Gosto muito das séries que abordam os temas do quotidiano – paragens de autocarros, contentores do lixo, parques de estacionamento, etc. -, equipamentos cujo uso quotidiano os torna “invisíveis” aos nossos olhos.

A curadoria, online ou não, significa escolher e isso pressupõe excluir (mas isso está inerente à tarefa), o que coloca uma pressão enorme nas escolhas que publico aqui mas assumo o risco e as escolhas. Espero assim contribuir com uma selecção muito interessante de trabalhos acima da média, cuja relevância para a fotografia actual seja importante. Estou como sempre aberto a sugestões e críticas.

14
Fev
11

World Press Photo 2011 (actualização)

Não é meu hábito responder a comentários fora do artigo original mas desta vez vou abrir uma excepção e explico porquê. Quando publiquei o meu artigo sobre o prémio WPP 2011 não imaginava que iria receber um comentário tão brilhante e cuja capacidade de reflexão é absolutamente extraordinária, não é um comentário, é um texto à parte. Agradeço ao Ricardo Vasconcelos o comentário que merece aqui um destaque e uma nova reflexão e resposta da minha parte.

Mário, parece-me que o fotojornalismo é hoje o que sempre foi: a visão imediata, o olhar, a intenção de divulgar e mostrar a uma parte do mundo o que se passa na outra parte.
Na guerra mostra-se a parte bélica à parte pacífica; na sociedade contemporânea mostra-se a parte pobre à parte rica; numa visão geográfica, mostra-se a Ásia e a África à América do Norte e à Europa.
Existe a necessidade de ver como está o “outro” ou a “outra parte”, ficando para segundo plano em que circunstâncias foi essa parte alvo de uma amputação que a separa do todo e a evidencia como a parte mais fraca. Se olharmos para os jornais à procura de notícias (excluindo como é obvio as de desporto e de economia) reparamos em duas medidas: 98/2, onde 98 são notícias sobre os fracos, os pobres, os oprimidos; é aqui que o fotojornalismo é igual ao que sempre foi: uma ferramenta ao serviço da humanidade.

A fotografia da fotógrafa Sul-Africana Jodi Bieber é forte, tem presença e é uma boa fotografia fotojornalística, isto porque em conjunto com o texto nos dá a visão total do que nos quer transmitir: a falta de ética dos julgamentos (se é que se podem chamar julgamentos), a mentalidade retrógrada da própria justiça, a desigualdade entre homens e mulheres e uma enorme falta de respeito pelos direitos humanos. É assim uma imagem em consonância com o texto que a acompanha.

Convêm esclarecer o que é o fotojornalismo para não confundirmos e misturarmos os diversos tipos/conceitos de fotografia.
O fotojornalismo nasceu do jornalismo. Este vai beber no seu código ético e deontológico. O fotojornalismo não vive sem texto, sem a palavra, nem sem o valor da escrita. A fotografia não é o ponto fulcral do fotojornalismo, é sim uma “ilustração” do texto, serve como argumento visual da palavra. Desde o seu nascimento que a fotografia foi encarada como o registo visual da verdade e foi nesta condição que foi adoptada pela imprensa e mais tarde pelos média.
De uma forma simples, digamos que o fotojornalismo é filho do jornalismo e enteado da fotografia documental: o fotojornalismo, como processo fotográfico, serve mais o propósito da informação do que da documentação (como é obvio o fotojornalismo também documenta, no entanto não é esse o seu objectivo primordial).
O fotojornalismo é imediato e cru, guia-se por uma linha editorial, uma intenção defendida a priori pelo editor; a fotografia documental é captada durante um médio/longo prazo de tempo, tem um enorme peso estético, não tem que responder a uma linha editorial e muitas vezes nem tem uma intenção clara a priori, mas sim uma construção ao longo do percurso que vai trilhando.
Penso que é fundamental – do meu ponto de vista – definir o que é uma e o que é outra. Nada invalida que um fotojornalista de profissão faça fotografia documental (prática o que hoje em dia é bem comum) ou vice-versa, no entanto ambas servem propósitos diferentes no meio fotográfico.
A fotografia é incapaz de fornecer determinadas informações vitais para a compreensão do que retrata (este é um desses casos) por isso mesmo o fotojornalismo baseia-se na relação texto-imagem para transmitir em pleno a informação.

Relativamente à fotografia vencedora, a minha definição é: uma imagem abrupta onde o olhar transmite presença, a força da imagem vem da conjugação destes dois factores.
Vendo de um outro ponto de vista, a semelhança com a Afegã assustada mas colorida de Steve McCurry é intensa, no entanto na fotografia da fotógrafa Sul-Africana, a cor não fala, falam as sombras, os olhos (como falavam o da afegã de S. M.) e o seu rosto desfigurado.

Relativamente à imagem da tua eleição, confesso que é forte, muito forte mesmo, e a tua leitura é excelente, no entanto como fotografia fotojornalística falha no texto que a iria contextualizar, assim não sei do que se trata (ao contrário da que ganhou) nem qual a reivindicação dos jovens, portanto esta fotografia podia ter sido tirada na Amadora, em Brooklyn, em São Paulo ou em muitos outros locais do mundo.

Existe no entanto um pormenor fabuloso, na minha opinião, na fotografia de fotojornalismo e que tu acabas por referir na última parte do teu texto.
As grandes fotografias de fotojornalismo acabam por deixar para trás o texto que a elas estava associado sobrevivendo sem essa informação que numa primeira leitura era vital para a compreensão e contextualização da fotografia. Ao ser reconhecida ela tornou-se num símbolo da matéria que aborda, sendo reconhecido o seu significado sem necessidade de o aprofundar; por outro lado, se ela ganhar, por exemplo, contornos de um movimento libertador dos direitos das mulheres afegãs, passa a ser reconhecido como um ícone.

Abraço,

RV

Ricardo, começo talvez por esclarecer algo importante: o meu ponto de vista sobre o fotojornalismo é o de alguém de fora, talvez aí se perceba algum do meu problema em aceitar o prémio entregue a Jodi Bibier. O meu principal argumento contra o WPP passa pelo facto de premiar fotos isoladas e não portfolios, para mim talvez seja esta a falha mais grave na sua atribuição, premiar fotografias “soltas”. Porque não premiar, como já faz noutros galardões, séries/histórias?

Pessoalmente acho o fotojornalismo “ilustrativo” – no sentido em que serve de apoio a um texto e que só consegue explicar-se em face deste – secundário face ao fotojornalismo de história, ao conjunto de imagens que juntas retratam uma situação e onde as legendas servem para contextualizar as imagens. Outra questão que será fulcral é que não falo de fotojornalismo tal e qual como nasceu, mas numa caracterização da reportagem fotográfica em todas as suas expressões actuais, falo de um fotojornalismo de cariz fundamentalmente documental, cuja expressão é a afirmação de uma visão pessoal (do fotógrafo) sobre determinado tema cuja actualidade o coloca na ordem do dia. Estou longe da ilustração de jornais e/ou revistas, talvez consiga assim explicar melhor o meu ponto de vista. Parece-me legítimo que uma foto que não tem suporte de outras necessite de um texto ou que sirva apenas de “ilustração” ao texto mas na minha opinião assim perde-se a força das imagens, do portfolio. O fotojornalismo não é tão diferente do resto da fotografia quanto se imagina, no fotojornalismo conta-se um história com imagens que através de uma selecção se organizam de molde a tornar a história perceptível aos leitores. Se precisa de texto? Talvez, até percebo que sim, que o fotojornalismo necessite de uma explicação mas tenho algumas dúvidas sobre a tua visão de que a “A fotografia não é o ponto fulcral do fotojornalismo, é sim uma “ilustração” do texto, serve como argumento visual da palavra”, não concordo (mas tenho um tremendo respeito por ele) com esse ponto de vista, embora perceba a sua validade do ponto de vista puramente académico.

Não considero que um de nós está correcto em detrimento do outro e respectiva opinião, o que realmente penso é que existem várias correntes de reflexão sobre o papel do fotojornalismo nos dias que correm e não considero que o seu papel de ilustração em relação à palavra – que secundariza a imagem em detrimento do texto – esteja a prevalecer sobre o fotojornalismo de cariz documental, forte e independente do texto. Ou seja acho que cada vez mais temos um fotojornalismo de autor, com recurso a linguagens actuais e cuja dependência do texto já não é total. Há lugar para o fotojornalismo de ilustração, não vejo os jornais a viver sem ele, mas isso não quer dizer que o quero ver como primeiro prémio do WPP.

A fotografia que ganhou tem o seu lado icónico e não lho retiro, tem força, tem carácter e coragem de ambas as intervenientes – rapariga afegã e fotógrafa – é um acto de revolta e de alerta. Isso parece-me indiscutível e nunca o coloquei em causa, no entanto a dependência em relação ao texto – a dependência que tu defendes e eu critico – é para mim o seu ponto fraco e que a torna ilustrativa e não afirmativa.
Irá ser um ícone incontestável? Não sei mas o tempo o dirá. Se a glorificação do horror me choca? Talvez… A Biebir falta-lhe o plano de longo prazo, a agenda de divulgação, fez uma boa fotografia para ilustrar um texto e ganhou o WPP, parece-me curto até em face do trabalho que tem vindo a desenvolver noutros projectos, basta navegar no seu site para perceber que é a todos os níveis uma fotógrafa admirável. E o mais interessante da questão é que a própria Bieber não usa qualquer tipo de texto – nem sequer legendas – para explicar as suas fotos.

Termino a minha reflexão com outro exemplo do que é, na minha opinião, o novo fotojornalismo documental: Nina Berman? Não há ali uma única palavra mas no entanto as imagens explicam-se a elas próprias, podia escolher vários exemplos onde não existe texto mas escolhi Nina Berman porque em 2005 ganhou um World Press Photo.

Não queria fechar este artigo sem agradecer ao Ricardo a sua reflexão, num blogue como este que pretende reflectir sobre o estado actual da fotografia é para mim fundamental poder contar com opiniões como a do Ricardo.

11
Fev
11

World Press Photo 2011

O que é hoje o fotojornalismo? O que “vale” uma imagem para ganhar o World Press Photo?
Esta fotografia ganhou o World Press Photo 2011, sem legenda adicional dificilmente percebemos o que aqui se retrata, poderia ser um ferido de guerra ou uma vítima de um ataque de um animal selvagem mas pela leitura do texto que a acompanha conhecemos o drama por trás da imagem. A visualização da imagem não me permite de imediato contextualizar a imagem no espaço/tempo de forma a que a mesma faça sentido. E não será esse o último destino de uma fotografia de fotojornalismo? Ou seja uma boa fotografia de jornalismo não deveria contextualizar de forma a informar?

Agora coloco outra questão: a força desta fotografia vem da história que (não) conta ou do horror que desperta?
Sem desvalorizar o contexto (uma sociedade arcaica e sem sentido que permite a desfiguração das suas mulheres por respeito a regras completamente desumanas) ou o drama que desconhecemos, acho que esta fotografia falha nos aspectos que referi; é no entanto um forte retrato cuja força transcende um pouco a fotografia e que atira para o público uma realidade que urge denunciar, nesse aspecto este retrato e este prémio podem ser factores importantes no combate a estas práticas bárbaras. É um facto que visualizar a imagem na web em tamanhos diminutos pode não ajudar a avaliar correctamente a fotografia em causa mas na minha opinião existem trabalhos de grande fôlego para ganhar este prémio. Além do primeiro prémio esta fotografia ainda ganhou o prémio de retrato (esse bem atribuído na minha opinião), por exemplo na secção Contemporary Issues o trabalho de Sarah Elliot é uma excelente reportagem a todos os níveis, ficou-se pelo terceiro lugar…

Se eu fosse júri a minha escolha era esta:
© Corentin Fohlen/WPP

A diferença de atitudes entre o primeiro plano, onde se sente a tensão e raiva, e a segundo plano onde se descontrai em plena barricada; a raiva latente no olhar, o David contra um Golias que não se vê mas que se sente, a fisga enquanto arma de arremesso que nada irá mudar, a atitude, o cenário de guerra civil…
Sou altamente suspeito porque desde que vi esta fotografia nunca a consegui esquecer. Talvez seja esse o mérito das grandes fotografias de jornalismo/reportagem, criar imagens inesquecíveis. Suspeito que a fotografia que ganhou irá ser mais um ícone inconsequente, se conseguir pelo menos atrair a atenção do público para as atrocidades cometidas em nome de uma sociedade arcaica e fechada já terá cumprido a sua função. Eu duvido um pouco da sua eficácia estética e de reportagem a ponto de ganhar o World Press Photo, mas isso sou eu. Dêem os leitores a sua opinião.

27
Jan
11

Exposição “The True Story of Dite” de Zaneta Jasaityte.

Zaneta Jasaityte nasceu em Siauliai na Lituânia em 1980. Estudou Artes Plásticas na Universidade da sua cidade e na ESAD – Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos, após o que completou os seus estudos com um Mestrado em Artes Plásticas na Universidade de Siauliai.
Participou em diversas exposições colectivas e individuais em diversos países (Lituânia, Polónia, Alemanha, Portugal, Grã-Bretanha, Itália, Eslováquia, França, Hungria, Áustria, Espanha), o seu trabalho faz parte de diversas colecções institucionais e privadas (Lituânia, Polónia, Alemanha, Portugal, Grã-Bretanha, Espanha, Brasil, Finlândia, Russia, etc.) e foi editado em diversas publicações, como por ex: Zupi (Brasil), Index Books (Espanha), Search (Portugal).
O seu trabalho é completamente multidisciplinar e reflecte o interesse da artista por moda, pintura, escultura, design, fotografia ou ilustração.

Sábado na Galeria Mundo Fantasma inauguração às 17:00hrs, apareçam!

26
Jan
11

Palestra sobre fotografia na Colorfoto

Este fim de semana demos uma palestra na galeria Colorfoto em que se discutiram formas de escolha de uma série de fotografias para expôr. Isto é assunto para horas de debate e durante duas horas conseguimos – eu e o Pedro Cardigo – transmitir aos presentes uma ideia precisa de como foram efectuadas as escolhas para a exposição patente na galeria, exploramos o contexto das imagens, as diversas leituras de cada grupo e sobretudo tentamos explicar o porquê e o como das opções efectuadas.

Ainda houve temopo para discutir alguns aspectos da fotografia contemporânea e sobretudo o que eu como comissário procuro num trabalho. Projectos, serialização são aspectos que me interessam mais do que um portfolio cheio de imagens bonitas e desconexas.
Também apresentei alguns livros que na minha opinião são essenciais na biblioteca de qualquer pessoa que se interesse pela reflexão sobre fotografia.

Este será assunto a que irei voltar em breve, sobretudo porque é um tipo de reflexão que me interessa.

Agradeço desde já ao Miguel Coelho que apoiou e divulgou esta iniciativa.

Bibliografia:

Words without pictures
ed. Aperture

The photograph as contemporary art
Charlotte Cotton
ed. thames&hudson

Criticizing photographs
Terry Barrett
ed. Mcgraw-hill

On photography
Susan Sontag

25
Jan
11

Inauguração de “36 exposures” na Colorfoto




mário venda nova







contactos:

blogue[.]oeds[@]netcabo[.]pt

tlm 965 275 830

skype: elogiodasombra


"Eu não quero saber se sou o primeiro a dar a notícia, só me preocupo em ter a informação correcta e fazê-lo bem. Essa é uma pressão diária."

Larry King

trabalhos pessoais


mariovnova.com
[este é o meu sítio pessoal onde estão os meus projectos já consolidados e acabados]

in every kind of light
[aqui estão os rascunhos dos meus projectos correntes e inacabados]

publicação de fotos

todas as fotografias pertencem aos respectivos autores assinalados e são publicadas apenas no estrito interesse do comentário e crítica sobre fotografia.

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