Arquivo da categoria 'equipamento'



17
Set
08

Canon 5D MkII.

Está aí a nova Canon 5D MkII. Uma máquina fantástica cujas especificações anunciam um novo patamar em termos de tecnologia digital mas o mais surpreendente é o facto de poder fazer filmes em Full HD (1080Px) até ao limite de 12 minutos; tudo o resto é tecnologia corrente mas nunca vista neste patamar de preços – rondará os 2.900€ – e que até agora estava reservada para a 1Ds MkIII cujo custo é bem superior.

A introdução deste novo modelo significa uma coisa: que a tecnologia full-frame vai baixar de preço e vai estar acessível a um público muito mais alargado. Apesar da minha afeição pelo formato aps-c (1,5x na Nikon e 1,6x na Canon) sobretudo pelas possiblidades em macro e em fotografia com teleobjectivas, o facto do full-frame estar aí em força significa que novas possibilidades se abrem para quem faz, por exemplo, paisagem; o aumento de resolução é uma benção para os fotógrafos que querem imprimir em formatos para além do A3 sem recorrer a ampliação da imagem via Photoshop ou Genuine Fractals, permitem também trabalhar em formato mais pequeno – aps-c por exemplo – com uma resolução boa à volta dos 10/12 Mp. Portanto a introdução deste modelo é uma boa notícia para todos.

11
Set
08

Sony A900.

Uma pequena nota sobre a máquina que a Sony lançou ontem com pompa e circunstância: vejam as fotografias que a Dpreview publicou e comparem-nas com as que aqui publiquei sobre a Nikon D700 e se calhar chegam à mesma conclusão que eu: 3.000€ para chegarmos ao nível de qualidade de imagem da Nikon D200? Tanto barulho para nada…
Descarreguei as imagens e comparei-as lado a lado no Aperture num monitor Apple Cinema de 20″ calibrado com o Spyder3 Elite e chego à conclusão que o ruído é de facto enorme, descontrolado e não está ao nível da concorrência. Por uma questão de comparar maçãs com maçãs (neste caso Jpegs) apenas descarreguei imgens feitas com a máquina de produção, evitando assim as imagens efectuadas com máquinas de pré-produção mas de facto verifica-se que mesmo com toda a sabedoria no fabrico de sensores a Sony não conseguiu alcançar um patamar de qualidade de há dois anos atrás da sua concorrência. As imagens a 800 ISO poderão ser usadas numa ‘emergência’ mas não mais do que isso, a partir daí tudo descanba monte abaixo, nomeadamente a gama dinâmica que me parece bastante pior do que a Nikon D700, as fotografias de interior parecem ‘abafadas’ e sem brilho nenhum. Para mim o problema da Sony continua a ser uma questão de processador para tirarem melhor qualidade dos sensores, aliás a Sony nunca conseguiu a mesma qualidade de imagem da D80 com o mesmo sensor mas longe do sucesso da Nikon. Conclusão: um sensor é apenas parte da equação.

28
Ago
08

Canon EOS 50D + Nikon D90…

Duas novas máquinas…Duas resoluções diferentes, duas novas formas de olhar para o mercado de gama média e com preço idêntico.
Mas acho que o mercado pediu isto e as marcas, sem hesitação diga-se, forneceram o mercado. Estonteante é o conhecimento que a 50D vem substituir a 40D lançada precisamente há um ano atrás. Estonteante porque falamos de máquinas que custam 1300/1400€ e que passado um ano estão a ser substituídas sem dó nem piedade pelas marcas. Se acho isto canibalizar o mercado é porque de facto não existe outra explicação mas sobretudo porque a máquina substituída passa logo de imediato a valer cerca de 50% do valor da máquina nova, ou seja em 12 meses os compradores da Canon 40D ficaram sem 600€…
Mas se acham isto interessante ou se já estão a sentir-se confortáveis por terem uma máquina Nikon, pensem no seguinte: a Nikon tem neste momento quatro máquinas com 12Mp, a saber D90, D300, D700 e D3. Quanto tempo é que isto vai durar? E o que vai suceder à D3 e à D700 logo após o lançamento tão aguardado da Canon 5D MkII? Eu digo-vos: D300 – a substituir; D700 – vai ter uma irmã mais velha com mais resolução; D3 – idem aspas. No meio de tanto modelo e tanta novidade esquecemo-nos de duas coisas fundamentais: fotografar e que isto envolve muito dinheiro. Não vamos ser ingénuos porque todos sabemos que a fotografia sempre foi 50% arte e 50% manuseamento de equipamento, o problema começa quando o segundo leva a melhor em relação à primeira.

Talvez o defeito maior seja a confusão que tudo isto espalha no mercado, a Nikon percebeu isso logo após o lançamento da D700, os compradores da D3 sentiram-se defraudados e agora nem se ouve um sussuro sobre as máquinas de alta resolução, mas os protótipos já aí andam. A questão é saber hoje se o que vou comprar já não está desactualizado pela própria marca que o produz!

Mas de facto são tempos interessantes mas que me trazem à memória situação análoga que aconteceu no btt (que pratiquei durante muitos anos). Em 1991 suspensão à frente era algo inusitado, em 1996 já era tão vulgar que uma bicicleta sem esse equipamento era obsoleta, depois começou a escalada com o curso das mesmas: quatro, cinco, seis e sete centimetros. O mesmo para as suspensões atrás, primeiro devagar, depois aquilo era a loucura, todos os meses se anunciavam amortecedores melhores e com mais curso. De repente as btt pareciam motas; de 1997 até 2000 foi a loucura total, as marcas remodelavam as gamas quase de seis em seis meses. Hoje tudo acalmou, os exageros foram corrigidos e normalizou.
É o preço do desenvolvimento tecnológico: as marcas precisam de amortizar os custos elevados em I&D e portanto lançam os produtos cá para fora para se financiarem, nada de mais. O preocupante é quando lançam os produtos, os clientes fazem o teste se o mesmo é viável ou não e depois as marcas pura e simplesmente o abandonam. E ainda por cima temos a Photokina dentro de 20 dias e todos perguntam: e agora? Esperamos para ver.

Para os curiosos a Dpreview já tem os testes à Canon 50D e à Nikon D90. Boas leituras.

04
Ago
08

Nikon D700 – as primeiras imagens.

Graças à Colorfoto do Porto tive o prazer de poder experimentar por uma hora a nova Nikon D700 e fazer alguns Jpeg’s para verificar as capacidades da máquina e para publicar aqui. Desde já os meus agradecimentos à Colorfoto por me ter disponibilizado o equipamento e à equipa – particularmente a Mónica – por ter servido de modelo para as fotos.

A máquina na mão é um pouco maior do que uma D200/D300 em altura e no punho é ligeiramente mais larga, o peso é logo outro factor que ressalta do manuseamento da D700, é mais pesada que as ‘irmãs’ mais pequenas. Prisma e sensor maiores têm um factor preponderante neste campo e não há milagres, para albergar um sensor e espelho correspondente maiores a máquina precisa de um corpo maior. Mas a máquina é substancialmente menor do que o modelo profissional D3, o que para mim é uma clara vantagem para a D700 embora em abono da verdade a ergonomia da D3 está de tal maneira desenhada que o peso não sente, tive uma e outra na mão e a D3 tem o peso melhor distribuído. Mas a diferença de tamanho…
d700
(D3 vs D700)

O visor, apesar dos seus 95% de cobertura, é grande e luminoso e é um avanço em relação aos visores minuscúlos das D200/D300 e de tamanho maior (uma vantagem do sensor maior), o facto de não cobrir 100% do campo de visão obriga a alguma cautela porque não é difícil ficar algum elemento estranho no enquadramento que não vimos na altura do disparo mas não é uma incoveniente grande dado que a D200 também não tem cobertura a 100% – a D300 já tem – e o visor é bastante menor.
Os menús são ligeiramente diferentes das D200/D300 mas similares pelo que não vai haver dificuldades de adaptação para quem fizer o upgrade, idem para os botões na parte de trás em que alguns mudaram de sítio e agradecemos à Nikon ter finalmente colocado um botão central na roda de comandos traseiros. Ergonomicamente nada a apontar à D700 portanto.
Vamos às imagens então. De salientar que a opção de trabalhar em Jpeg não foi casual nem uma questão de facilitismo, trabalhei em Jpeg porque ainda não há descodificadores RAW que façam a descodificação dos ficheiros RAW desta máquina. Fotografei com uma lente Nikon AF Micro-Nikkor 60mm f/2.8D que decidimos usar por ser uma excelente lente macro e a distância focal ser o mais próxima do normal em full-frame, sem distorções nem aberrações importantes.

1ª foto.
d700-1
1250 ISO – f4.5 1/80 – Modo P – Auto WB
Nada a apontar nesta imagem, sobretudo se considerarmos que foi tirada a 1250 ISO, cores naturais, bom detalhe, ruído quase inexistente.

2ª foto.
d700-11
400 ISO – f6.3 1/100 – Modo P – Auto WB – +1EV
O que me agrada nesta imagem é a qualidade notável das zonas desfocadas e o detalhe nas folhas e mais uma vez a completa ausência de ruído, apesar de não existirem sombras nesta imagem. A qualidade das zonas desfocadas é uma qualidade intrínseca aos sensores full-frame que neste campo batem aos pontos os sensores Aps-c. Mas um crop a 100% talvez mostre melhor o que acabo de dizer:
d700-2

3ª foto.
d700-12
1250 ISO – f5 1/60 – Modo P – Auto WB
Imagem nítida, sem ruído a 1250 ISO, sombras sem posterização, zonas desfocadas naturais e boa gama dinâmica. Esta foto demonstra algumas das boas capacidades da D700 que sobressaiem num crop a 100%:
d700-13
As cores estão fiéis e a ausência de ruído continua a espantar mas num crop ainda mais extremo (este crop tem 671 pixeis de largura…) podemos ver em detalhe apenas 15% da imagem:
d7001
E para comparação um crop de 15% de uma imagem da D200 a 640 ISO:
d200
A comparação não favorece a D200 porque a imagem foi produzida a apenas 640 ISO (uma das raras efectuadas a esta sensibilidades e percebe-se porquê), com luz natural sem sombras fortes, foi feita com o melhor zoom 70-200/2.8 da Nikon e mesmo assim a imagem final tem ruído pior e mais difícil de tratar do que a imagem da D700 que tem muito pouco ruído cromático.

4ª foto.
d7002
3200 ISO – f6.3 1/160 – Modo P – auto WB
A 3200 ISO a qualidade precisa de ser vista para se acreditar, e no tamanho original então é surpreendente – é uma imagem perfeitamente utilizável sem grandes compromissos, vê-se algum ruído cromático nas sombras com manchas vísiveis de cor vermelha e verde mas insisto que é uma imagem a 3200 ISO muito razoável que apenas sofre um pouco na gama dinâmica – não há milagres – mas que mantém uma excelente qualidade de cor. Espantoso para 3200 ISO.

No geral a máquina parece-me muito equilibrada, com uma boa capacidade de produzir imagens naturais e com fidelidade de cores. O ruído a altas sensibilidades é espantoso e demonstra como em dois anos apenas a tecnologia passou de uma sensibilidade utilizável até aos 640 ISO para os 3200 com o mesmo resultado final. Ergonomia de topo e peso já no limite do transportável em passeios de montanha, a D700 é a todos os níveis uma máquina excepcional que fará as delícias de quem a adquirir, se juntarmos a isto a sua capacidade full-frame e a qualidade excepcional de imagem verificamos que a Nikon tem outra vencedora nas mãos, dois anos após a D200 que é outra referência. Quem ainda tem máquinas de filme, Nikon F5 ou F100, e ainda com dúvidas para avançar para o digital aqui está a opção ideal, sem necessidade de ‘converter’ as lentes já existentes e com uma qualidade já superior a qualquer diapositivo. Para quem quer full-frame e já tem uma máquina digital – uma D80 e/ou uma D200 – pode perfeitamente conjugar o melhor dos dois sensores e ficar com um sistema Aps-c + full-frame. Cada um terá que equacionar diversos factores, lentes actuais e estilo de fotografia que faz, mas parece-me que a Nikon não irá ter dificuldade em vender bem a D700 dada as suas qualidades. Pesando tudo a relação qualidade/preço parece-me justa para uma máquina deste nível.

26
Jul
08

D700 em Portugal.

A Colorfoto vai ter à venda, a partir de 28 próximo, um lote limitado de Nikon D700 para entrega imediata.

O preço inicial – 2798€ – é o esperado para uma máquina deste nível e performance mas que, infelizmente, a afasta do bolso de grande parte do público. Full-frame barato ainda não é para já. Como já aqui disse pode ser a ferramenta ideal para muitos fotógrafos em complemento com uma Nikon D300/D200. Aguardam-se mais novidades na Photokina deste ano, uma D3x (quase de certeza) e novas lentes.

01
Jul
08

Nikon D700.

Foi talvez o segredo mais mal guardado dos últimos anos, já se sabia o nome da máquina, especificações e data de lançamento antes de haver qualquer anúncio oficial. Pior só mesmo o anúncio do Macbook Air, nome inclusivé, na rede dois dias antes da Apple o ter revelado…

Bem, mas o que interessa. A máquina é mais uma revelação da vitalidade da Nikon em surpreender o mercado quando este menos espera e é radicalmente diferente do que eu esperava, eu tinha algumas esperanças num modelo com cerca de 14/16 Mp com ISO a partir de 50 mas parece que a Nikon vai por outro caminho e meteu o sensor da D3 numa D300; não que isso tenha algo de errado e parece-me mais certeiro do que a minha opção neste segmento.
Mas há algo que ainda me deixa a coçar a cabeça: porquê D700? De facto e pela lógica Nikon seria D400 e agora cabe-nos a nós tentar decifrar o que isto quer dizer. A D700 pode ser a fronteira entre o formato DX e o FX – e ainda haverá espaço para mais três máquinas com sensor DX (D400/D500/D600) e três máquinas FX (D700/D800/D900). Ou pode ser a gama média do formato FX e assim temos D300/D400 DX e D500 até D900 gama FX. Mas claro que isto são conjecturas que a Nikon deixa no ar sem resposta e isso é algo que não compreendo porque e apesar de só ter duas lentes DX gostaria de saber o futuro da gama de lentes para esse sensor.

Em termos de imagem um sensor full-frame tem algumas vantagens em relação a um sensor aps-c, e a zona de transição entre o que está focado e o que está desfocado é a primeira que me vem logo à cabeça, a distância focal das lentes passa a ser a que está inscrita na lente sem necessidade de andar a fazer contas e por fim a profundidade de campo é diferente num sensor full-frame do que num sensor mais pequeno (para melhor, na minha opinião). Mas tem desvantagens e perde-se por exemplo a possibilidade de passar o 1:1 em macro, num formato aps-c a capacidade de ampliação da lente é multiplicada pelo factor do sensor, assim numa lente 1:1 é possível fazer macro 1:1,5 . Perde-se também o factor de multiplicação das lentes que na gama teleobjectivas era uma vantagem óbvia dos sensores mais pequenos, mas reconheço que na gama grande angular era uma desvantagem clarissíma.
Parece-me assim que o melhor de dois mundos será ter duas máquinas, uma D200/D300 e uma D700.

A máquina é compacta o suficiente para não atrapalhar e o sensor, retirado da D3, tem dado provas de excelente qualidade de imagem pelo que já não há nada a provar neste campo. Parece-me uma clara aposta da Nikon no full-frame, com excelente qualidade de imagem e de construção e recordo que a marca só entrou no formato à um ano atrás e que parece que desta feita acertou no que o mercado esperava e ainda conseguiu surpreender. Apesar de ser um nikonista ferrenho aguardo agora com expectativa o que a Canon vai fazer para contrariar esta sucessiva vaga da Nikon, é que a competição mantém as marcas atentas e a inovar.

Já está disponível o teste da máquina na Dpreview, o Thom Hogan já publicou sobre a máquina e as novidades Nikon e o PhotographyBLOG já tem fotos reais da máquina e um pequeno comparativo com a Canon 5D.

Actualização: Já está disponível também um vídeo com um representante da Nikon France (no Daily Motion) e o Rob Galbraith já tem um artigo sobre a D700. Segundo o sítio Focus-Numerique o preço da D700 será de 2.800€ e para terminar o Michael Reichmann do Luminous Landscape já publicou a sua opinião sobre a máquina. Boas leituras!

30
Jan
08

Uma máquina e três lentes.

Ontem a Nikon anunciou uma nova máquina – a D60 – e três nova lentes: um zoom modesto para incluir no kit da D60, uma nova Micro 60/2.8 e uma 24/2.8 PC-E.

Nikon D60
oeds-2

A nova máquina digital da Nikon é algo que já era esperado, reforça a presença da marca no segmento baixo e vai vender aos milhares. Para os outros que aguardam uma máquina melhor isto são boas notícias. Porquê? Porque é com estes modelos que as marcas ganham as verbas necessárias para depois apostar um produtos de nicho como a D300 e futura gama média FX. Mas vamos a algumas caracteristícas deste modelo:
- sensor de 10.2 MPx,
- limpeza de poeiras integrada (com um novo sistema airflow que ‘aspira’ a sujidade ao mesmo tempo que um sistema vibratório a faz cair do sensor),
- processador expeed,
- active d-lightning.
Isto é o que sabe mas não tem nada terrificamente inovador, é o alargar às gamas mais baixas da tecnologia que foi implementada na D300 e D3, o que significa coisas boas para os consumidores interessados numa boa máquina, leve, económica e com boas performances. Um sucesso garantido. O preço irá rondar os 750€ (kit com lente 18-55).

Nas lentes uma surpresa, um upgrade e mais um zoom gama baixa. Quantos mais zooms gama baixa vão ser lançados este ano? Não sei mas duvido que o mercado aguente tanto zoom com inúmeras variaçoes à volta do clássico zoom ‘todo-o-terreno’ que equipa estas gamas. No entanto é um produto interessante para quem quer apenas transportar uma lente e ter o caso resolvido.

PC-E Nikkor 24mm f/3.5D ED
A surpresa vem da PC-E Nikkor 24mm f/3.5D ED, desta não estava à espera. Aqui a Nikon joga em duas direcções: pisca o olho aos utilizadores Canon que já têm este tipo de lentes há muito tempo, possibilitando-lhes a mudança de marca sem sentirem falta da lente A ou B e dá a possibilidade de todos aqueles que necessitem de controlar a perspectiva e profundidade de campo de ter a lente que lhes dá esse controlo. Recordo que este tipo de lente, muito específica, interessa aos fotógrafos de estúdio, de paisagem e sobretudo aos fotógrafos de arquitectura, onde o seu uso permite conjugar o campo de visão de uma grande angular com o controle de perspectiva que é muito útil ao fotografar edifícios.

AF-S Micro Nikkor 60mm f/2.8G ED
oeds-11

Para mim é uma excelente notícia o upgrade desta pequena lente macro da Nikon. Por várias razões: fica mais próxima em performance da actual 105/2.8 Macro e transforma esta lente num potencial sucesso junto de todos os que tendo um sensor aps-c (tipo D80, D200 e D300) porque de repente podem ter uma 90/2.8 macro a um preço impensável até ontem. Mas a lente vai mais longe e com as alterações que lhe foram introduzidas, torna-se num bom complemento para a 105/2.8 para quem poder adquirir as duas. Sem me alongar muito em pormenores técnicos, a grande diferença entre as duas lente é a distância de trabalho desde o plano do sensor até ao objecto que é na 60/2.8 bastante inferior à da 105/2.8 o que na prática elimina o seu uso para fotografar pequenos insectos e répteis porque necessitamos de nos aproximar mais do tema do que com a 105. Mas a 60 é muito boa para fotografar objectos que pela sua natureza estão imoveis: plantas, flores, fungos, natureza morta, objectos, etc.
Deve estar na forja mais um sucesso para a Nikon embora pessolamente estranhe a não inclusão na lente de um sistema de estabilização. O resto é o habitual: elementos ópticos ED, motor AF-S, camada nano crystal coating, dois elementos asféricos e um diaframa de nove láminas para obter aqueles fundos desfocados fantásticos. O preço deve rondar os 500€ que a confirmar-se vai transformar a lente num sucesso. Preço previsto: 540€.

E a seguir? Bem a seguir, e na minha modesta opinião, vêm aí as novas lentes fixas com AF-S e aberturas rápidas – imagino uma 50/1.2, uma 85/1.4VR, uma nova 200/4 Macro VR e grandes angulares de 1.8 (24/28/35) – e uma nova D400 FX, isto tudo no prazo máximo de um ano. Mais uma vez sublinho que são apenas os meus desejos e nada mais. Nada de especulação, aceitem isto apenas como algo que eu gostaria que a Nikon lance para o mercado (haverá alguém a ler isto no Japão? Nikon?).




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