Arquivo da categoria 'edição de imagem'



15
Set
06

Um novo Aperture a caminho?

Que convites são aqueles que a Apple anda a distribuir para um evento pré-Photokina, com um design muito próximo da capa da caixa do Aperture? Temos Aperture 2 a caminho ou uma apresentação em força do software actual, agora que o LightRoom está quase aí a sair para as lojas (fala-se em final deste ano/início do próximo)? Este ano não tenham ilusões: é mesmo um marco na história da fotografia actual, mais do que a introdução do digital , é o ano da maturação do digital enquanto método de trabalho fotografico, atirando definitivamente o filme para a pré-história fotográfica. Este é o ano do triunfo da revolução digital. Nada, nunca mais, será como dantes na fotografia…

28
Jul
06

Aperture

Estou a usar, neste momento, o “Aperture” da Apple como ferramenta de edição de imagem. Apesar de ainda não ter máquina digital, posso trabalhar com os ficheiros TIFF provenientes da digitalização de filme 35mm (slide e negativos p/b). Deixo aqui ficar a minha primeira opinião sobre o software:

- Gosto da maneira como permite organizar as fotos por projectos, e dentro dos projectos por pastas com o conteúdo que se desejar lá incluir.
- Não gosto de não poder seleccionar apenas uma área da imagem onde quero fazer ajustes. Todos os ajustes são para toda a imagem. Um aspecto a rever urgentemente.
- Apesar dos meus 2 Gb de RAM, o programa é lento quando tenho que trabalhar com ficheiros de tamanho superior a 60Mb. Só com um PowerMac é que vai lá. Apesar disso não “congela” nem tem crises histéricas tipo Windows. Mas que é lento é.
- Tem um backup configurável dentro da própria aplicação, que é recomendável activar. Para isso precisam de ter um disco rígido externo porque não aceita backups para DVD’s.
- A lupa e a possibilidade de trabalhar com o zoom a 100% para visualizar a imagem na máxima resolução são duas ferramentas fabulosas.
- O modo de comparação de duas imagens é muito útil, assim como o modo “light table” que simula uma “antiga” caixa de luz onde se visionavam os slides.
- O modo de retocar as fotos através da colagem de pixeis de uma área semelhante está muito bem contruído e depois de efectuado é difícil detectar os pontos retocados. Útil para quem digitaliza negativos com marcas provenientes de lixo que ficou colado ao filme durante a revelação, por exemplo. Não substitui a funcionalidade ICE (limpeza digital de filme) nos scanners mais recentes.

15
Jul
06

Mates of State – Fraud in the 80′s video

Há algum tempo atrás era quase impossivel montar uma produtora e começar a fazer videoclips, anúncios e pequenos filmes sem um financiamento substancial, obtido através do crédito bancário ou através das poupanças dos pais.
Com a revolução digital tudo mudou. Com a tecnologia cada vez mais acessível ao comum dos criadores, o limite é a própria criatividade de cada um. Qualquer um com uma boa ideia pode chegar a uma loja, adquirir uma boa máquina de filmar (p.e. a Canon XM2, adquirir um computador com capacidade de trabalhar com os “pesados” ficheiros de video (um Apple PowerMac G5) e já agora o software capaz de editar, cortar, colar, trabalhar a banda sonora, sincronizar isto tudo e gravar um DVD; como optamos por um Mac, o software só pode ser o Final Cut Studio, claro!
Apesar de neste meu blog não ser hábito colocar videoclips, desta vez abri uma excepção para ilustrar o que acabo de dizer. Este video foi feito com as ferramentas acima descritas (excepto a máquina de filmar, que é uma Panasonic), uma Canon 20D, uma tesoura e papel. E muita paciência. A equipa? O realizador e a mulher, que cortou as fotos em papel. Nas cenas mais complexas em video, o realizador Arno Salters contou com uma equipa que trabalhou apenas para ganhar experiência e ver o seu nome nos créditos finais.
A técnica de Stop-motion utilizada também contribuiu para o resultado final, bem melhor do que se tivesse sido feito com efeitos digitais, que lhe eliminariam este “ar” artesanal e diferente daquilo que se vai fazendo no campo dos videoclips com efeitos CG.
Resultado? Salters já começou a receber encomendas que lhe vão permitir ter trabalho para os próximos tempos e assim rentabilizar todo o investimento feito na realização deste videoclip (segundo o mesmo só ganhou o suficiente para levar a mulher a jantar fora).
Já agora mais um exemplo: Tim Burton realizou o filme “A Noiva Cadáver” utilizando, mais ou menos, as mesmas ferramentas acima mencionadas (PowerMac, Canon 20D), e com a mesma técnica de Stop-Motion. confira o resultado num videoclube perto de si…

Por isso cada vez mais o que conta é a criatividade, porque as ferramentas estão acessíveis a todos (só para mencionar um exemplo, a Canon 20D custa, com uma lente, cerca de 1,200€).

Quanto a mim, estou cada vez mais rendido aos Mac, e ainda não comecei a falar no Aperture




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