Arquivo da categoria 'fotografia'
Daisy Lowe por Greg Williams
O sabor dos tempos: integração foto/vídeo. Greg Williams numa sessão para a Esquire faz um dois em um e aproveita a nova integração de vídeo na DSLR e grava um pequeno trailer – se assim lhe quiserem chamar – para fins de promoção. O resultado está aí e quem estiver registado no Vimeo pode descarregar o vídeo em tamanho suficiente para ser visto num iPad (outro sabor do momento).
Edward S. Curtis (Wikipédia) foi um fotógrafo que ficou famoso pelos seus retratos da vida dos índios nativos norte-americanos.
A sua série de retratos sobre a vida dos nativos foi financiada pelo norte americano J P Morgan (dono de um império de transporte ferroviário) e deu origem a uma obra publicada em vários volumes. As fotografias impressas a partir dos negativos de vidro, muitas com tonalidade sépia, são extraordinárias de todos os pontos de vista: técnica, composição e inspiração. Curtis deixou um legado fundamental para o entendimento da vida das tribos nativas norte-americanas antes do seu desaparecimento ou aglutinação no estilo de vida que os colonos trouxeram; esta colecção esteve esquecida e arquivada durante várias décadas esta é uma oportunidade única de aceder a mais de 1.000 fotografias das cerca de 2.400 que a compõem.
© Edward S. Curtis / LoC
Finalizo com uma das fotografias icónicas de Curtis ‘Canyon Chelly’ de 1909, uma imagem fantástica e que nos dá uma panorâmica sobre a paisagem da época, devidamente enquadrada pela escala humana que os cavaleiros (e respectivo cão) nos dá.
Mais uma vez não são conhecidas restrições em relação ao copyright mas isso não significa que ele não exista. Prossiga com conta e risco na descarga de ficheiros, está por sua conta.
Library of Congress – Fenton
Na continuação do artigo anterior sobre Dorothea Lange hoje escrevo sobre a famosa fotografia sobre a guerra da Crimeia do fotógrafo Roger Fenton (Wikipédia). A fotografia foi tirada em 1855 pelo fotógrafo inglês Fenton que provavelmente numa das primeiras reportagens de guerra que se conhecem se deslocou para esta península russa para retratar a guerra que decorria na altura entre ingleses e russos.
As bolas que se vêm na fotografia são balas de canhão disparadas contra os soldados ingleses numa emboscada num vale e existe uma enorme discussão sobre a sua autenticidade, Errol Morris tem um artigo no seu blogue no NY Times em três partes que deve ser lido para ter uma perspectiva histórica (parte I, II e III) e sobre o facto de Fenton ter ou não encenado esta fotografia. De salientar que existem duas fotografias quase idênticas tirando o facto de uma ter as balas espalhadas pela paisagem e a outra ter uma estranha ausência de balas:
I spent a considerable amount of time looking at the two photographs and thinking about the two sentences. Sontag, of course, does not claim that Fenton altered either photograph after taking them – only that he altered or “staged” the second photograph by altering the landscape that was photographed. This much seems clear. But how did Sontag know that Fenton altered the landscape or, for that matter, “oversaw the scattering of the cannonballs on the road itself?”
Mas dadas as limitações técnicas da altura várias horas podem separar as duas fotografias.
A impressão é uma impressão de albumina – substância contida na clara de ovo – em papel muito fino e que ganha um craquelado muito característico em virtude da secagem da albumina. O tom amarelo do papel também é característico deste tipo de impressões. Mais uma vez não são conhecidas restrições em relação ao copyright mas isso não significa que ele não exista. Prossiga com conta e risco na descarga de ficheiros, está por sua conta.
Library of Congress – o arquivo
© Dorothea Lange / FSA / Library of Congress
O que aqui estão a ver não é uma reprodução da famosa ‘Migrant Mother‘ de Dorothea Lange, é o negativo original. Bem não é o negativo original, é o ficheiro digital do negativo original. Mas o que faz aqui o negativo original da ‘Migrant Mother’?
A Library of Congress tem disponíveis no seu site centenas de fotografias e ficheiros digitais obtidos a partir das impressões e negativos originais, com acesso aberto e em alta resolução, só para terem uma ideia o ficheiro deste negativo tem 55Mb e está em Tiff (Wikipédia). Na prática este acesso permite a cada um ter em sua casa o seu próprio Fenton, Curtis ou Lange. Olho para este negativo e vejo algo tão forte e orgânico que é impossível obter com um ficheiro original digital, tem a magia própria de um filme e de um grande formato – foi obtido com uma Graflex de 4×5 polegadas (o negativo tem 10x13cm) – em filme Kodak. As fotografias estão também na página do Flickr da LoC.
Nota importante: As fotografias não têm restrições no copyright o que significa que estão não disponíveis para venda mas para uso privado e publicações. Aliás a própria instituição adverte que em alguns casos o dono do copyright não é conhecido mas que pode existir. Portanto se quer ter a sua própria fotografia da Dorothea Lange é melhor investigar. Depois de alguma pesquisa descobri que a Getty Images também tem a foto disponível para venda/uso no seu site o que dificulta o deslindar da rede intricada da malha do copyright, se não quer ter a Getty à perna é melhor prevenir-se e evitar o uso público da imagem. Por isso deixo ficar ao critério de cada um a acção a tomar e a responsabilidade da mesma.
Amanhã inaugura a nova megastore da Colorfoto em Lisboa, mais propriamente em Alvalade. Será uma, senão mesmo a maior, das maiores lojas dedicadas à fotografia em Portugal pelo que não é de perder a oportunidade para visitar o espaço e ver as últimas novidades. Em termos de arquitectura será um espaço fantástico, novo, fresco e carregado de surpresas. Aqui fica o convite!


Uma peça divertida e ao mesmo tempo que faz justiça à passagem do tempo pela aplicação de edição de imagem que revolucionou a fotografia como a conhecemos hoje: o Photoshop. A conversa bastante interessante decorre, basicamente, à volta da construção e desenvolvimento da aplicação com alguns dos envolvidos nesse trabalho.




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