
A interesting photoblog, made by Martin taylor.
Um fotoblogue interessante, feito por Martin Taylor.
Link: Martin Taylor photoblog.

A interesting photoblog, made by Martin taylor.
Um fotoblogue interessante, feito por Martin Taylor.
Link: Martin Taylor photoblog.
This photoblog, topleftpixel, came to my knowledge when i interviewed Richard Wanderman, he made a reference about it, i was curious and went to the web to see for myself. And i found great photos, mostly cityscapes, and i must confess that now i read it everyday.

Este fotoblogue, topleftpixel, chegou ao meu conhecimento através do Richard Wanderman que o mencionou quando o entrevistei, picou-me a curiosidade e fui ver o blogue. Encontrei boas fotografias, na maior parte paisagens urbanas, e confesso que agora o leio todos os dias.
Após a publicação desta entrada, recebi uma resposta muito positiva por parte dos visados na mesma. Decidiram colocar no seu photoblogue um link para esta entrada, razão pela qual decidi traduzir a mesma para a lingua inglesa para os visitantes estrangeiros que aqui se estão a dirigir via o citado photoblogue não se sintam defraudados e assim poderem ler correctamente a entrada. Obrigado.
After i publish this post a received a very enthusiastic response to it by the authors of the photoblog that is mentioned in here. In the meantime they posted a link to this post, so i decided to translate it so the readers that came here via their link don’t fell left out and could read this post correctly. Thank you.
Um brilhante jogo de palavras define o título deste fotoblogue: 24h phoetry, um jogo bem conseguido entre as palavras poetry e photography. Cada dia uma nova fotografia, uma nova visão, às veses a cores, outras a preto&branco.
Os responsáveis pelo fotoblogue Jenriks24hphoetry são dois alemães, Jens Herrmann e Erik Herhmann, que vivem em cidades diferentes mas que partilham o gosto pela fotografia.
It’s a brilliant word play that defines the title of this photoblog: 24 phoetry, a play between the word poetry and the word photography. Each day a new photograph, a new vision, sometimes in color, sometimes in black&white.
The people behind Jenriks24hphoetry are two germans, Jens Herrmann e Erik Herhmann, that live in different cities but have in common the passion for photography.

Os resultados oscilam, existe aqui uma grande diversidade de temas e abordagens. Nota-se alguma hesitação no caminho a seguir mas nota-se também uma boa qualidade nas fotografias, ao nível da composição e abordagem ao tema. Gosto particularmente dos retratos a preto&branco de Jens Herrmann (um estudante de engenharia alimentar), com um sentido de oportunidade fora do comum, que conseguem captar toda a essência da pessoa retratada.
The results are varied, there’s a great diversity of themes and work. They are trying to find their way into photography but the work already published is very good, the composition is superb and i like the way they work on a theme. I enjoy very much the black&white portraits by Jens Herrmann, it’s has a great sense of timing and he manage to capture very well the self of each person he photographs.

Erik Hehrmann tem uma clara preferência pelos temas urbanos, arquitectura e pequenos detalhes do quotidiano, com raras incursões no retrato.
No conjunto, é admirável o trabalho deste duo, todos os dias colocam uma fotografia nova, saem juntos ou individualmente para fotografar, e ambicionam celebrar o quinto ano do fotoblogue. Não tenho dúvidas que conseguem. E nós agradecemos a possibilidade de visionar estas fotografias, claro.
Erik Hehrmann has a preference for urban themes, architecture and the little things of our everyday life and on rare occasions he does portraits, too.
The work of this duo is wonderful, poetic and everyday they post a new photograph, go out together or by themselves to photograph for the photoblog, and they want to celebrate the fifth year of Jenriks24hphoetry. I don’t have a doubt that they will succeed. And until there, we all thank them for the chance to view their wonderful photographs.
Travis Ruse vive em Brooklin. Todos os dias faz a viagem de metro de Brooklin até ao coração de Manhattan, cerca de 8 quilómetros em linha recta mas de metro são 45 minutos de viagem. Levantou a questão: o que fazer? Resposta: documentar a viagem.
Depois do 9/11 não é de ânimo fácil que alguém decide levar uma câmara para o metro de Nova Iorque e começar a fazer fotografias. Para contornar esta situação Travis Ruse pediu autorização às entidades competentes, que lhe emitiram uma licença para o efeito. E que tem usado quando é abordado pelos polícias à paisana que detectam ou recebem a denúncia de que anda alguém a fotografar onde tal não era suposto acontecer. Pelo mesmo facto, o fotógrafo decidiu abandonar a câmara compacta que utilizava e passou a utilizar meios mais capazes e que demonstrassem que estava ali para fotografar, abertamente e sem parecer que estava a “roubar” instantâneos.

Travis Ruse passou a capturar pequenos momentos fugazes, expressões e a atmosfera tão peculiar dos metros em hora de ponta, tão longe do glamour da Big Apple mas tão próxima das pessoas que realmente fazem a cidade acontecer sem darmos conta de tal: a gente normal de todos os dias. Como eu. Como tantos outros. Ao fazê-lo, Travis Ruse glorifica e dignifica toda uma multidão anónima e sem rosto que dia após dia enfrenta uma rotina cinzenta, mas com a certeza que amanhã será um novo dia…igual ao de hoje. Mas há esperança e alegria, desconfiança, reconhecimento e redenção, nestes retratos de gente anónima. Travis Ruse nunca pergunta se pode fotografar, fotografa simplesmente. Os olhos de quem fotografa dizem-lhe se pode ou não fazê-lo, e Travis respeita esse olhar, essa recusa de sair do anonimato. Estas fotografias são a expressão do “working class hero” norte-americano, a classe trabalhadora que John Lennon glorificou mas também os sem-abrigo que dormem nas estações, sobretudo todos aqueles que penosamente se levantam todos os dias muito cedo para enfrentar o metro cheio e uma viagem interminável até ao destino, onde as aguarda um dia de trabalho e no final uma outra viagem de regresso. A todos eles Travis dá um rosto, um olhar e uma saída do anonimato, para além da multidão e a caminho, via web, de países tão distantes e lugares com os quais apenas sonham, durante as suas viagens de metro.
Ao chegar a casa Travis procura seleccionar, editar e publicar a foto do dia em 30 minutos. Tarefa hérculea mas conseguida plenamente conforme se pode apreciar no seu foto-blogue.
As soon as your born they make you feel small,
By giving you no time instead of it all,
Till the pain is so big you feel nothing at all,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
They hurt you at home and they hit you at school,
They hate you if you’re clever and they despise a fool,
Till you’re so fucking crazy you can’t follow their rules,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
When they’ve tortured and scared you for twenty odd years,
Then they expect you to pick a career,
When you can’t really function you’re so full of fear,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
Keep you doped with religion and sex and TV,
And you think you’re so clever and classless and free,
But you’re still fucking peasents as far as I can see,
A working class hero is something to be,
A working class hero is something to be.
There’s room at the top they are telling you still,
But first you must learn how to smile as you kill,
If you want to be like the folks on the hill,
A working class hero is something to be.
A working class hero is something to be.
If you want to be a hero well just follow me,
If you want to be a hero well just follow me.
Working class hero – John Lennon
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