Enquanto não chega às nossa salas de cinema o filme de Steven Shainberg, “Fur”, sobre a vida (imaginada) de Diane Arbus, aqui fica uma pequena entrevista com o realizador sobre o filme.
Steven Shainberg foi o realizador do filme “A Secretária”.
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Thunder perfect mind.
A partir de um poema do Séc. I, “Thunder, a perfect mind”, Riddley Scoot e a filha realizaram um pequeno filme para a Prada. A fotógrafa de cena foi Brigitte Lacombe, uma presença habitual em grandes filmes e especializada em reportagens de moda para as grandes revistas da especialidade.
Cool e hipnótico.
A festa do Cinema.
A fnac está neste momento a fazer um especial sobre o cinema, com destaque para os DVD’s e bandas sonoras. Com a vasta quantidade de títulos apresentados, nem sempre se consegue um resultado qualitativo razoável mas no meio de tanto “ruído” existem algumas edições que valem mesmo a pena:
Alice – Marco Martins (ed. Especial)
V de Vingança – James McTeigue (ed. Especial)
Broken Flowers – Jim Jarmusch
Capote – Bennet Miller
Crash – David Cronenberg
Uma História de Violência – David Cronenberg
Match Point – Woody Allen
O Tigre e a Neve – Roberto Benigni
Scanners – David Cronenberg
A Idade do Gelo 2
A Noiva Cadáver – Tim Burton
Mas está à venda uma verdadeira pérola e que não consta neste catálogo:
O “Blade Runner”…
Após vários anos esgotado eis que finalmente “Blade Runner” é reeditado! Mas esta não é a edição original de 1982 de Riddley Scott mas a versão remasterizada e com algumas alterações feitas pelo realizador. Filme de ficção científica que, juntamente com “Alien – o 8º Passageiro” (o realizador é o mesmo, Riddley Scott), foi responsável pela elevação do género a um estatuto de culto e que “obrigou” o público e a crítica a olharem para este género não como série B mas capaz de nos dar verdadeiras obras de arte como as já referidas.
O facto de as edições em DVD estarem esgotadas há vários anos fez que fosse criado um culto à volta do filme, o que explica (juntamente com o preço de 11,95€) que a primeira remessa desta edição tivesse “voado” prontamente das prateleiras e as expectativas para esta segunda remessa são idênticas…
Agarrem a vossa cópia!
A Secretária.
Um filme que passou relativamente despercebido por cá mas que fez algum sucesso lá fora.
Uma história de amor “kinky” bem contruída, com uma contenção fora do comum na abordagem ao tema. Uma jovem (Lee) acabada de sair de um hospital psiquiátrico tira um curso de secretariado e responde a um anúncio para o lugar de secretária de um escritório de advocacia. O advogado (Edward) descobre que Lee se auto mutila e ordena-lhe que pare de o fazer. A partir daqui inicia-se uma relação de sedução e de submissão/dominação que vai culminar num final fora de série e cativante. Lee vai ter que tomar uma opção: ou aceita a decisão de Edward de terminar a relação ou…
Filme absorvente, que nos cativa, sensual e perverso sem ser excessivamente sexual e que coloca a tónica nos sentimentos e não nos sentidos. A fotografia é boa, rigorosa e com uma composição muito simétrica. Gostei particularmente das interpretações dos dois actores principais, sobretudo o de Maggie Gillenhaal.
Despretencioso, levanta algumas questões sobre o que é normal ou deixa de o ser, numa relação de amor, deixando ao nosso critério os julgamentos morais e/ou pessoais, sem nunca impor um ponto de vista ou opinião, procurando ser absolutamente neutro. Consegue-o de maneira brilhante.
Edição em DVD bastante fraca, contendo apenas o filme e som em stereo 2.0.
Renaissance (Paris 2054).
Um espanto este filme.
Mistura inteligentemente o filme noir, o “Blade Runner”, o “Sin City”, os livros policiais dos anos 50/60, Los Angeles, Paris, BD e cinema, George Orwell e Frank Miller.
Deixo-vos aqui o trailer.
Sobre o amor.
Filme simples, este. Nada de grandes produções e estrelas a fazer carreira ou de carreira, apenas simples, bom e velho cinema.
Nada mais simples do que dois personagens numa conversa franca sobre a sua vida e sobre o que teria, ou não, acontecido se anos antes ambos se tivessem encontrado numa cidade europeia conforme o combinado numa noite em que se conheceram nessa mesma cidade /e que foi tratado no filme anterior, “Antes do Amanhecer”). Ambos perderam os sonhos que acalentavam nessa noite e reencontram-se agora, em Paris, já mais maduros, mas mais descrentes, com a amargura própria de quem vive suspenso daquele encontro e para que a vida não tem sido particularmente feliz.
Filme sobre o amor mas também sobre a vida, sobre como viver com as nossas escolhas, por vezes com o travo amargo de que na vida e no amor nem sempre as escolhas mais certas são as que nos tornam mais felizes. Por vezes essa felicidade ficou num qualquer lugar, à espera que alguém regresse um dia e a recupere, de volta.
Recomendado.
Café e cigarros.
Mais um bom filme do Jim Jarmush. O filme é uma sucessão de pequenas histórias, sempre à volta de uma qualquer mesa de café, com os intervenientes a discorrer sobre qualquer assunto, à volta de uma chávena de café e do fumo de uns quantos cigarros. Algumas histórias são fantásticas, sobretudo a historia do Iggy Pop com o Tom Waits, a do Bill Murray e especialmente a do Alfredo Molina e do Steve Coogan. Nesta história está particularmente bem conseguido o twist final em que o Alfredo Molina passa do papel do actor à rasca de trabalho para o papel do actor que está a trabalhar com uns dos realizador da “berra”, para grande desespero do Steve Coogan que o tinha desprezado completamente. Por outras razões a última história é tocante em virtude de durante a pausa para o café dois trabalhadores idosos estão na conversa e um deles morre inesperadamente, mas duma maneira digna e tranquila. Uma maneira tocante e bela de terminar o filme, como que a dizer que tudo tem um fim, até a vida. É verdade que algumas histórias são menos bem conseguidas, algumas são apenas exercícios de estilo sem consequências mas no global é um filme que convida à reflexão sem ser demasiado óbvio nem ser um “objecto” estanque e fechado sobre si próprio. Gostei, pronto, e portanto recomendo.
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