Arquivo de Autor de mário venda nova



10
Mai
11

Timor – olhos nos olhos


Uma nova exposição na galeria Colorfoto, apareçam! Estão todos convidados para um copo de champanhe e para umas horas de conversa sobre a fotografia e com a presença do fotógrafo.

09
Mai
11

Gordon Ball

© Gordon Ball

Apesar de a nudez não ser propriamente a minha escolha primordial em fotografia, o projecto Roue de Coulers (le but) de Gordon Ball parece-me muito original e bastante conseguido. Talvez porque a nudez não seja o fim em si e este projecto é bastante mais conseguido do que o anterior Mais j’ai tant d’amis, esse é mais voyeurista e do meu ponto de vista menos original. Vale a pena a visita…

09
Mai
11

Solitude


Hoje escrevo sobre um livro onde tenho uma participação especial, em que fui convidado pelo fotógrafo (amador) o médico-anestesista Dr. Manuel Coelho para fazer a selecção das fotografias e para escrever o texto de apresentação do projecto. Mas é interessante saber como é que chego ao projecto e a razão pela qual aceitei participar no mesmo.

Recentemente escrevi um artigo onde descrevo o meu interesse por fotógrafos que trabalhem em projectos e séries, isso tem uma razão que podem descobrir lendo o artigo referido, por isso quando me pediram a minha opinião sobre as fotografias que compõem este projecto fiquei um pouco surpreendido. Foi pedida a minha opinião formada como autor deste blogue e como comissário e dada aproximidade que nos une isso é sempre complicado mas aceitei de bom grado.
Logo ao primeiro olhar o que me chamou à atenção foi a coerência estética e de composição nas fotografias, isso “saltou-me” de imediato, e segundo surpreendeu-me o ambiente retratado, com uma solidão e melancolia muito marcada e gostei bastante do conjunto.

Agora chegamos ao livro, editado no Blurb, intitulado Solitude para o qual colaborei na selecção final das fotografias e com o texto de apresentação.
Eis uma imagem da selecção:

Os corredores austeros, brancos, imaculados, são um repositório de silêncio, indiferentes ao inexorável passar das horas assistem a tudo mas ao mesmo tempo não são testemunhas de nada. No silêncio das horas a solidão é um grito de testemunho contra a indiferença, contra o correr dos ponteiros que se dirigem ao
final de mais um dia e muitas vezes ao final de uma vida. A solidão é assim um reduto, um acto de tentar transcender o inevitável e o esquecimento, é também um acto de auto-preservação – uma protecção se assim lhe quiserem chamar – do profissional, uma forma de lidar com o mundo à sua volta.
Assim nos longos períodos entre doentes estas fotografias foram surgindo como um testemunho da melancolia e da solidão do acto de salvar o próximo sem nos deixarmos contagiar pela desolação de uma cama vazia, pelo silêncio das paredes brancas. Na solitude profunda das noites e dias a fotografia surge assim como um elemento redentor, um suporte que agarra o fotógrafo à realidade mas que funciona como um escape à mesma. Estas fotografias transcendem a realidade, transfiguram-na e surgem como um olhar íntimo sobre o próprio fotógrafo; são assim um espelho através do qual vemos o reflexo do artista e o seu retrato mais intimista.

De facto este projecto captou-me a atenção desde o dia em que vi algumas das fotografias que o compõem, a solidão marcada (ou solitude), a coerência estética fazem dele um projecto que mereceu a minha atenção e a qualidade global, mais do que a proximidade, interessou-me sobremaneira. É impossível escapar a um facto que marca este projecto: ele não existiria sem um smartphone (neste caso um Apple iPhone 3Gs), é um sinal dos tempos (fotográficos) a que não podemos escapar.

Solitude é uma visão íntima sobre os bastidores dos hospitais, um olhar sobre o exercício solitário da medicina mas sobretudo sobre a solidão sentida e procurada por Manuel Coelho, revelada de forma desarmante e sincera. É um conjunto de imagens que não descura a estética e a coerência mas que também não tem medo de se expor e de revelar o mais íntimo dos seus pensamentos, dos seus medos e de os mostrar e enfrentar. São fotografias que me surpreenderam sobretudo pela forma que assumem essa revelação e sinceridade, são fotografias sombrias é certo mas também é o tom procurado, afinal todos nós temos o direito à solidão. Gosto também do silêncio que deriva do ambiente de solidão e melancolia, eu não diria de tristeza mas de uma certa instrospecção, quase de meditação e isso sobressai neste conjunto.
Globalmente é um projecto muito interessante, coerente, executado com intenção e talento, que me marcou muito – eu que gosto muito da solidão – e para o qual contribuí em face dessas características, caso contrário não o teria feito. Para primeiro projecto é algo de extraordinário.

Nota: dada a minha proximidade com o projecto assumi que não deveria dar rating ao livro, apenas por essa razão. De qualquer forma deixo-vos um vídeo onde podem desfolhar o livro…

07
Mai
11

Pomplamoose – nature boy


Uma banda que se dedica aos covers, muito no género dos Skeye que já apresentei, aqui a interpretar um original de Nat King Cole. Voz feminina interessante, quase de adolescente, num registo pop muito “orelhudo”. Interessante sem ser brilhante.

06
Mai
11

Fotofeeds

Para terminar bem a semana meia-dúzia de leituras para saborear tranquilamente.

Tokyo camera style
Puro deslumbramento técnico eu sei mas um deslumbramento tipicamente japonês acerca das câmaras. Tokyo Camera Style é apenas isso, um imenso mostruário de câmaras fotográficas usadas pelos fotógrafos japoneses (maioritariamente de Tóquio) com um particular ênfase em máquinas analógicas. Um deslumbramento…

Q&A with Jeff Ladd
Jeffrey Ladd é o autor do blogue 5B4, uma referência em termos de crítica a monografias. É também
responsável – lá chegaremos umas linhas mais abaixo – pela editora Errata Editions que é especializada em edições fac-smile de monografias há muito esgotadas e cujos preços as colocam foram do alcance da vasta maioria do público. Mas nesta entrevista o foco está no Jeffrey Ladd fotógrafo.
Not a bad picture on show
Tecnicamente falando nem uma má fotografia na mostra. O facto é real, desde o advento do digital que é difícil fazer – tecnicamente falando – uma má fotografia, hoje em dia 99% das máquinas reflex têm resolução para imprimir um A2 sem grandes sobressaltos. No fundo estamos a confundir fotografias perfeitas com boas fotografias e não é a mesma coisa, vou repetir aqui algo que já escrevi: prefiro uma fotografia menos perfeita tecnicamente mas com “alma” do que uma fotografia perfeita mas completamente vazia de significado.

Jeffrey Ladd on Errata Editions
Aqui Jeffrey Ladd surge na faceta de responsável pela Errata Editions e descreve o seu trabalho de recolha, de selecção e de impressão. Imperdível para quem gosta, como eu, de livros de fotografia especialmente as monografias dos grandes mestres e que são referências em termos de design e edição.

05
Mai
11

Discovoador et al


Inauguração da exposição de Rui Duarte na Mundo Fantasma no dia 07/Maio às 17:00, apareçam!

05
Mai
11

Flood: years of Solitude

To the one who sets a second place at the table anyway.

To the one at the back of the empty bus.

To the ones who name each piece of stained glass projected on a white wall.

To anyone convinced that a monologue is a conversation with the past.

To the one who loses with the deck he marked.

To those who are destined to inherit the meek.

To us.

Dionisio D. Martínez




mário venda nova







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"Eu não quero saber se sou o primeiro a dar a notícia, só me preocupo em ter a informação correcta e fazê-lo bem. Essa é uma pressão diária."

Larry King

trabalhos pessoais


mariovendanova.com
[este é o meu sítio pessoal onde estão os meus projectos já consolidados e acabados]

in every kind of light
[aqui estão os rascunhos dos meus projectos correntes e inacabados]

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todas as fotografias pertencem aos respectivos autores assinalados e são publicadas apenas no estrito interesse do comentário e crítica sobre fotografia.

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