Ontem não resisti ao ‘desafio’ do José Loureiro e parti em direcção a Refóios do Lime, Ponte de Lima. Chegar lá não é particularmente difícil porque as saídas da A28 e IC 28 estão bem assinaladas. Chegado a Vacariça deveria ter estado atento a um sinal de início do percurso a pé e meter por essa estrada até acabar e depois meter os pés ao caminho; confesso que me enganei, passei o sinal e meti-me por uma estrada de terra batida em mau estado (um carro normal não passa) onde termina a aldeia e segui em frente. Quando me apercebi que algo estava errado vimos um caminho à esquerda, com espaço para estacionar o Panda 4×4 Cross (também estaciona-se quase em qualquer lugar…) parei e decidimos fazer o caminho a pé.
A zona é muito interressante do ponto de vista fotográfico, cheia de oportunidades, com zonas de bosque muito similar ao Corno do Bico: muitas coníferas, abetos, e árvores de folha caduca – castanheiros, faias e carvalhos.
Há bastantes garranos à solta, aliás existe um local cercado onde são recolhidos.
Encontrei campos repletos destas flores mas não faço ideia do que são…
Acabei por fazer uns cinco quilómetros a pé, sempre a cotas superiores a 650mts – e chegamos a atingir os 790mts – sempre com bom tempo, algum vento, um trajecto que se faz bem. Se fizer tudo ‘by the book’ a coisa faz-se por quatro quilómetros até à lagoa e por dez no total do percurso, desde Vacariça até Vilar do Monte (ida e volta). Recomendado no Outono e no início da primavera, nesta altura é aproveitar os dias mais enublados para o fazer, daqui para a frente o calor é abrasador…
Mário,
Parabéns pelo blog, que faço questão de já seguir à algum tempo!
As flores a que se refere são a Abrótia (Asphodelus albus), é uma flor que ocorre em prados de média e alta montanha.
Comprimentos e continuação de bom trabalho!
Obrigado pela ajuda!
Um abraço,
Caro Mário
Descobrir este blog foi uma agradável e útil surpresa.
Não quero contrariar o Diogo. mas essas flores parecem-me da Cebola-Albarrã.
Reparei nos detalhes da imagem em que a flor aparece em grande, mas foi a sua dispersão no prado, visível na outra imagem, que me chamou a atenção. Repare que os cavalos não lhe tocam e elas crescem livremente…
Não lhes tocam porque são tóxicas. Se forem de facto cebola-albarrã, têm enterrado no solo um bolbo em tudo semelhante ao da cebola comum, mas tóxico.(embora também possa ter usos medicinais)
No vale do Sabor (Trás-os-Montes) há imensas. O microclima mediterrânico dessa zona é favorável ao seu desenvolvimento.
Entretanto se voltar a passar nesse local escave um pouco em volta do caule e veja se encontra um bolbo.
Cumprimentos
Manoel
De novo…
Parece que tenho que dar a mão à palmatória. O Diogo tem razão.
Melhor, talvez ambos tenhamos. Creio que estamos a falar da mesma espécie. O nome comum é que difere de região para região, digo eu…
Manoel
Manoel, obrigado pela ajuda. Achei estas flores muito interessantes e na próxima vez que for fotografar para Refóios de Lima vou tentar não me esquecer dos bolbos.
É verdade é mesmo a cebola ALBARRÃ
e cuidado é muito venenosa
estou a gostar vão continuando a publicar as flores e os respectivos apelidos
Olá Mario Venda Nova!
Foi com algum espanto que numa pesquisa pela net encontrei fotos da terra da minha infância!!! (Vacariça)
Gostei muito das fotos fez-me relambrar muitos passeios em criança. Já não moro lá… por isso a saudade!
Obrigada pelas fotos!