Daqui…
…até aqui…
…numa hora.
As duas imagens que vêem são imagens do sensor aps-c da Nikon D200 antes e depois de ser limpo, apesar das diferenças do balanço dos brancos é notório o lixo no primeiro fotograma. Limpar esta borrada demorou-me uma hora e várias limpezas com vários produtos:
1) um soprador de ar para desalojar as partículas menos agarradas ao sensor;
2) um pincel Artic Butterfly da VisibleDust para remover aquilo que o soprador não conseguiu desalojar;
3) um conjunto GreenClean;
4) resmas de paciência;
5) muita calma;
6) e uma dúzia (certa) de fotografias.
Como vêem há mais na fotografia do que imaginam…
Olá Mário
A limpeza dos Sensores das Máquinas é um tema que às vezes é um pouco esquecido.
Gostei de ver o teste que fizeste, todavia, muito boa gente há que certamente nunca viu o “lixo” que tem no sensor. E isto, porque não sabe como fazer para que ele se torne visível.
A teste que fizeste demonstra de forma clara a poeira existente no sensor. Esqueceste-te, porém, de dizer que certamente, digo eu, fizeste esse teste, para tornar visível o “lixo” do sensor captando uma fotografia com uma objectiva montada na máquina, provavelmente virada para uma folha em branco, usando uma abertura o mais pequena possível e mexendo com a máquina durante a captura para que não se confundissem as partículas de pó existentes no sensor com qualquer textura da dita folha.
Quanto á limpeza em si, o ideal será “perdermos a tal hora” o menos possível.
Podemos fazer um pouco por isso se tivermos em conta certos cuidados.
A altura em que é mais provável entrar “lixo” para os sensores das máquinas é aquando da mudança de objectivas. Assim, se nos for possível trocar de objectiva protegendo o corpo da máquina de vento designadamente em ambientes poeirentos já estamos a diminuir um pouco essa probabilidade. Outro cuidado que, pessoalmente, com frequência tenho, é com o tal soprador que falaste, limpar a zona do espelho e posteriormente o sensor. Claro que tudo isto tem de ser feito com a câmara apontada para o chão. Caso contrário estamos a espalhar o pó por todo o sensor ficando ele na mesma retido na zona do sensor/espelho. Desta forma quanto menos pó “andar” nesse espaço menos provável é de ele ficar “colado” ao sensor.
1 abraço
Eu fiquei precisamente curioso em relação ao modo como foram feitas as fotografias…
Dá para explicar?
Obrigado.
Limpar o sensor é, nas primeiras vezes, uma autêntica dor de cabeça. Hoje (e cinco anos depois da primeira vez) tudo é mais simples: muitas máquinas já possuem sistemas de limpeza (de eficácia discutível em muitos casos) e existe uma quantidade enorme de acessórios que facilitam e reduzem o tempo da operação.
Sei que fujo um bocadinho ao processo standard… mas eu salto quase sempre o passo da pêra de ar no espelho. Baste um descuido e um sopro mais próximo dos bordos do despolido e “empurro” lixo para a parte de trás deste (na realidade, fica entre o prisma e a outra peça de plástico que está antes do despolido), ficando muito visivel através do visor… o que me irrita ainda mais do que uma ou duas manchas clonadas na imagem.
:)
De qualquer forma os acessórios sem os quais nao passo são a lupa (da visible dust) e o Artic Butterfly (que é milagroso… e substitui um pincel “não-motorizado” que era carregado estaticamente com uma lata de ar comprimido). Quando não é suficiente passo para a solução húmida com os “sensor swabs”.
Depois existem ainda muitos outros processos menos ortodoxos como o aspirador doméstico com uma canula adaptado para a limpeza de sensores ou o velho “ajax limpa-vidros” e cotonetes… Já vi usarem os dois sistemas e os resultados são fantásticos. Mas a ideia de ter ajax no sensor da d3x arrepia-me…
Além das recomendações do comentário anterior, acrescento outra (talvez algo paranóica): as minhas máquinas são sempre guardadas e transportadas “de cabeça para baixo”… Acho que de alguma forma reduzo a quantidade de lixo que vai ficando no sensor. Funciona? Eu acho que sim… mas pode ser só paranóia minha!!
Um abraço,
m