O que valem meia dúzia de palavras trocadas num email ou via skype? O que vale algo dito por trás do quase anonimato da rede? O que fica depois de desligar o fio que nos liga? E passar do virtual ao presencial será uma continuação, uma desilusão ou algo de tão diferente que não é possível qualificar?
A semana passada foi parca em trabalho desenvolvido aqui no blogue, é um facto, neste momento um projecto de envergadura – que tem tudo a ver com fotografia mas não comigo particularmente – ocupa-me quase todo o tempo disponível. Mas graças à rede 2.0 estive em contacto com algumas pessoas e pude finalmente conhecer presencialmente outras que só conhecia através do teclado do Mac.
A meio da semana entrei no Skype e encontrei a Patrícia, autora do blogue ‘folhagem vermelha‘, acabada de chegar de uma aula de fotografia. Acabamos numa conversa sobre algumas dúvidas, ainda tivemos tempo de andar à procura do manual da Canon que usa nas aulas para saber como se tira o rolo a meio das exposições e a noite foi correndo. De vez em quando eu e a Patrícia vamos discorrendo sobre fotografia, completando informação de um lado e do outro, acho que no final ambos aprendemos algo de útil e de novo. E tem sido uma troca de ideias interessante. De um teclado para outro teclado, sem voz nem imagem.
No sábado pude finalmente conhecer o José Duarte, que sempre conheci como José Júpiter no Flickr e por trocas de emails. Aproveitamos as inaugurações em Miguel Bombarda, onde o José tem uma imagem na galeria de joelharia contemporânea ‘Adorna Corações’, para finalmente nos conhecermos. Enquanto a Sónia espreitava as jóias e aproveitava a simpatia da Estefânia, eu e o José falamos sobre fotografia, sobre projectos futuros e fizemos alguma ‘small-talk’ para amenizar o ambiente.
Foi uma boa surpresa sendo o José alguém minimamente inteligente com quem dá gosto conversar e que não tem medo de falar sobre si e sobre os seus projectos. É um conversador nato, bem disposto e foi uma agradável surpresa. O tempo não deu para muito porque teve que se desmultiplicar por todo o lado mas ficamos de manter contacto mais frequente via telefone.
Da parte da manhã tive um encontro com o António Sá e foi outra surpresa agradável dado que o António Sá apesar de ser um dos nossos melhores fotógrafos é ao mesmo tempo acessível e bastante simpático. Tive o prazer de conversar com ele no intervalo de um workshop que estava a dar e foi uma conversa bastante interessante, ficamos de falar melhor em nova oportunidade.
Entretanto em casa tenho um email do José Loureiro, que sabe que adoro o Minho para fotografar, com indicações sobre um local que descobriu perto de Ponte de Lima e portanto não muito longe de Bertiandos. O João vive, como eu, no Porto e existem boas probabilidades de já nos termos cruzado em qualquer loja de material fotográfico da cidade. Mas de facto não nos conhecemos no espaço físico mas no virtual e o José deu-se ao trabalho de me mandar as informações que achou que seriam do meu interesse (e de facto são) sem que tal lhe fosse pedido, apenas o fez num gesto de simpatia e de cortesia com outro fotógrafo.
Numa web inundada de redes sociais ainda existe a probabilidade de tropeçar em pessoas genuinamente interessantes e inteligentes, o que é bom. Tive a sorte de algures no tempo ter conhecido algumas dessas pessoas e estes exemplos são apenas alguns que fui fazendo pelo caminho. Tudo gente que não conheço pessoalmente mas com quem tenho tido o prazer de trocar ideias, colaborado ou interagido. Tudo gente na outra ponta do fio do modem…
só te tenho a agradecer a tua disponibilidade e vontade em ajudar, dar dicas e conselhos. têm me ajudado bastante! e tudo começou com um link, salvo o erro, a partir do blog do luciano ou da elsa.
Patrícia, sabes bem que os teus pedidos de ajuda são bem-vindos! Gosto das nossas pequenas conversas no Skype, na troca de ideias e espero que o futuro nos traga algumas colaborações interessantes.
Os outros foram e são pequenas surpresas que saltaram do modem para o meio da minha vida e achei interessante que assim fosse. Poderia ter corrido de outra forma mas correu bastante bem.
Olá Mário. Nunca mais tive tempo de vir aqui agradecer a tua (vossa) presença naquele Sábado na Miguel Bombarda. Foi muito bom conhecer-te finalmente e a conversa soube a pouco por causa da quantidade de gente que reencontrei aquele dia. Vou ao Porto poucas vezes e o tempo nunca chega para estar com os amigos que tenho aí. Se vieres a Lisboa, por favor diz qualquer coisa. Abraço.
José, foi um prazer a nossa conversa, à volta da fotografia e do teu trabalho. Soube a pouco mas dentro em breve teremos oportunidade – espero eu – de trabalharmos juntos no projecto que falamos. Sempre que vieres ao Porto, avisa.
Um abraço,