No artigo do Michael Gordon que citei ontem na minha entrada ‘criar um estilo próprio (+)…‘ ainda existe mais uma passagem que achei brutalmente franca e que é uma chamada à realidade: todos nós fazemos fotografias que pura e simplesmente são, por uma razão ou por outra, um fracasso e que são ‘degraus’ (cito aqui o autor) para atingir as boas fotografias. Não resisto à citação:
John Sexton once said that the most valuable tool in his darkroom is the trash can. You need to and should love your own photo-graphs more than anyone, but don’t let that love prevent you from using the circular file or DELETE key. Ruthless editing is essential to your growth as a photographic artist, so don’t be afraid to let go of the not-quite-there images. We all make them; consider them stepping stones or practice images for your best ones. You need to be the harshest critic of your own work, and your photographic growth cannot happen without your sincere criticism. Reject any photograph that you cannot honestly call your own.

…acrescentando uma acha para a fogueira: Aquelas que um dia consideramos pessoalmente boas ainda o serão, na nossa perspectiva, passados uns tempos?
Geralmente quando olhamos para o passado facilmente verificamos que aquilo que um dia consideramos ser bom à luz do presente já não nos satisfaz assim tanto!
Na minha opinião é um bom sinal! Avançamos, melhoramos e não estagnamos!
1 abraço
É natural que ao avaliar fotografias antigas à luz dos nossos conhecimentos actuais é natural que surjam interrogações sobre a sua qualidade e como bem diz é ‘apenas’ um sinal de que evoluímos no bom sentido. Mas digo eu que uma boa fotografia resiste muito bem à passagem do tempo.
A melhor prova “que uma boa fotografia resiste muito bem à passagem do tempo” está aqui: http://www.filmeametro.com/joaobentoboavida/
É uma soberba série de fotografias com 20 anos!
Eu acho que tanto acontece isso como o oposto. Às vezes tropeço em fotos minhas, feitas há muitos anos e pergunto-me: “fui eu quem fez isto?”.
Acontece-me ver fotos antigas que me insuflam o ego, tanto quanto me acontece ver fotos antigas que, à luz das minhas referências actuais, preferia não ter feito ou publicado.
Felizmente somos dinâmicos e vamos adaptando e construindo o nosso referencial com cada nova experiência artística ou da vida em geral.
A fotografia é um excelente meio de percebermos o quanto vai “crescendo” o nosso mundo interior.
Bom fim-de-semana.
ZM