Thinking in themes
William Neil ensina a importância de trabalhar por temas e fotografar os temas que nos atraem mas sobretudo como organizar projectos em torno desses temas.
Learning to see – confessions of a copycat photographer
Este artigo fala de vários aspectos de fotografar o que já é sobejamente conhecido e mesmo assim conseguir algo único e diferente de tudo o resto que já foi fotografado nesse local.
Lon Overacker explica no mesmo artigo que a familariedade traz a criatividade ou seja o conhecimento de um local pode reforçar a criatividade e ‘obrigar-nos’ a superar o que já fizemos nesse local. Acredito a 100% nesta pequena ideia.
Toward a personal style
Deste conjunto dos três ensaios este é claramente o meu favorito. Bem escrito e com um discurso positivo, Michael Gordon explica em meia dúzia de ideias bem estruturadas o que é conseguir um estilo próprio e dá dois conselhos que considero importantes: editar sem piedade os projectos e ser paciente.
Remember, photographic style is a subconscious evolutionary process and is the byproduct of experience and intensive image making. Forcing any step of this process might very well doom it to failure. Don’t worry about whether you have a unique style, and don’t agonize over how to develop one. Enjoy the process of making photographs and let things flow naturally. The Masters of Photography didn’t become Masters by forcing their style, nor did they become Masters overnight. Discover your self, focus on your subjects and your intent, and your unique style will naturally find its way to the surface of your photographs.
Mário,
Gostei muito dos 3 artigos, sobretudo do último. Eu, não sendo ainda um fotógrafo de grande nível, tenho um problema que me tem custado resolver: detesto fotografar em locais que já vi muito fotografados. Moro a um tiro de pedra da Praia da Ursa, provavelmente a praia mais fotografada do país, mas não consigo fotografar lá. Sempre que aponto a lente, vejo o mesmo que já vi em milhentas fotos anteriores e não consigo premir o botão. Quando viajo, gosto de saber previamente o que poderá haver de interessante no local para onde vou, mas tento o mais possível não ver muitas fotos do local. Isso de alguma forma bloqueia-me.
Estes 3 textos, juntos, são um excelente contributo para uma reflexão que faz falta a muito “bom fotógrafo” da nossa praça.
Um abraço.
ZM
Zé Maria, é por isso que deixei de ir para o Gerês e tenho optado por locais menos conhecidos e/ou fotografados, por isso ‘simpatizo’ com a tua posição porque de facto a minha é idêntica.
Um abraço,