Descobri que o Luís França tem uma fotografia publicada na edição ‘Parques e vida selvagem‘ de 24 de Janeiro. Sabe sempre bem ver o trabalho reconhecido, sobretudo daqueles que merecem.
Hoje fui contactado para fazer uma simulação de crédito por parte de dois jovens portugueses a trabalhar em Inglaterra. Ele trabalha numa fábrica de preparação de carnes e ela numa fábrica de materiais eléctricos. Ela trabalha 12 horas durante quatro dias e depois descansa outros quatro, ele trabalha entre oito a nove horas por dia. Ela recebe limpos cerca de 1.760€/mês, ele cerca de 500€/semana. Ele tem 27 dias úteis de férias por ano, ela basicamente menos cinco ou seis dias. Para todos os efeitos são trabalhadores não-qualificados, apesar de ele ter um bónus de ‘carreira’ chamado skill points onde cada um vale 20€ cada e já soma oito o que dá a bonita soma de mais 160€/semana…
Afinal de contas estamos mesmo na cauda da europa…mas temos uma carrada de centros comerciais e de fontes e rotundas e mostrengos onde o nosso dinheiro foi desbaratado.
O Miguel Coelho tem um blogue chamado ‘Diário de um fotógrafo‘. O Miguel Coelho é um excelente fotógrafo de arquitectura e trabalha actualmente em Espanha.
Em conversa com diversos empregados de bancos da nossa praça verifico que já não há memória nos últimos dez anos de um mês de Janeiro tão mau em termos de actividade. Pura e simplesmente o negócio desapareceu…clientes nem vê-los, dinheiro idem.
Está uma cliente com deficiência motora grave (anda em duas muletas) na máquina ATM, delicadamente afasta-se da máquina para deixar um outro deficiente motor que entretanto entrou para usar a dita, à saída verifica que não consegue abrir a porta – que por sinal tem uma mola de retorno bastante forte – e olha para todos os lados à procura de ajuda. O cliente (deficiente também, lembro) repara na situação e vira a cara; quando reparo desloco-me dez metros para abrir a porta a esta pessoa e pergunto-me porque raio não o fez alguém nas mesma condições e que estava apenas a um metro. Onde está a solideriedade? Há muita falta de civismo neste país.
Mário, obrigado pela referência. O “diário”, apesar de ainda estar a começar, é o blog que sempre quis fazer e que nunca foi possível…
O seu comentário sobre a “cauda da Europa” é pertinente e torna-se em parte mais visível quando se está fora.
Mas o que mais me choca é a falta de solidariedade, civismo e, porque não dizê-lo, simpatia. O que mais me custou nas minhas primeiras visitas ao Porto depois de estar fora, foi isso mesmo. Essa falta de simpatia a que facilmente nos habituamos noutros sítios.
Um abraço
Miguel, para já foi apenas uma pequena referência; continuo a gostar imenso das fotografias do ‘flagrante delícia’.
ai o que eu adoro o flagrante delícia! segui um link daqui há uns tempos e de vez em quando lá vou “deixar crescer água na boca”, receitas lindas e as fotografias são fantásticas!
quanto às desgraças… essa situação que relatas no banco é inacreditável. é cada vez mais cada um por si…
qto à falta de clientela, acredito que seja reveladora do pessimisto e medo reinante mas continuo a achar que há algo positivo nesta crise, que ao menos faça as pessoas pensar nas suas escolhas, no dinheiro que têm e no que podem (efectivamente) ter (falo dos créditos absurdos para frigoríficos ou férias).
de resto é esperar por melhores dias.
É uma pequena delícia mesmo, as receitas são de criar água na boca. Nota-se amor no que fazem e as fotografias são o casamento perfeito com as palavras.
Obrigado aos dois pelas palavras simpáticas sobre o “flagrante”, que sofreu ontem um “refresh” ao nível do desenho para dar mais espaço às imagens e melhorar a navegabilidade.
Espero que gostem!
Miguel não tens que agradecer…