Poucos livros terão tido uma influência na fotografia de reportagem como ‘the americans’ de Robert Frank. Um clássico que chega a 2008 já com 50 anos de vida e é precisamente esta edição que comprei, é um livro difícil de encontrar mas encontra-se bem na Amazon e em algumas livrarias em Portugal, onde segundo sei não esgotou. The Americans é um retrato crú dos EUA, por vezes eufórico por vezes deprimido mas não deixa de ser um olhar lúcido sobre as entranhas de um país em construção, à deriva no seu próprio sonho. No global é um grande livro, uma espécie de poema visual que deve obrigatoriamente figurar na estante de qualquer apreciador de fotografia.
Definitivamente o livro do ano.
03
Jan
09
Foi uma das minhas compras do ano passado. E finalmente uma reedição que não foi “mais uma”. É a edição que mais gostei até hoje (das 4 ou 5 que vi) e só poderia ter sido a Steidl a tê-lo feito de forma tão apaixonada.
Outra reedição muito importante, e para mim até mais interessante a nível de referências, foi “The New West: Landscapes Along the Colorado Front Range” de Robert Adams, pela Aperture. Não tem o “peso” d’Os Americanos mas é infelizmente uma obra algo subestimada.
Fiz muitas compras de livros em 2008. A maior parte de anos anteriores. Mas não poderia deixar de referir os meus favoritos do ano:
Larry Towell, “The World from My Front Porch”, Chris Boot
Luigi Ghirri, “It’s Beautiful Here, Isn’t It…”, Aperture
Trinidad Carrillo, “Naini and the Sea of Wolves”, Farewell Books
Estou entretanto ansiosamente à espera do “I Want to Live Innocent” do Torbjørn Rødland, pela Steidl. Conheço o trabalho dele desde há uns tempos e nunca me consigo esquecer das imagens. Há pouco tempo, após ler uma entrevista dele, houve coisas que ficaram mais claras e acredito que a minha escolha de “Livro do Ano” será este.
E faltou referir ainda os portugueses… Recordo-me de três em especial:
- A Aperture editou “Topologies” de Edgar Martins.
- O catálogo “Testemunhos – Trajectos de Qualificação”, editado pelo IEFP e com vários autores, vale bem a pena.
- O catálogo “BESart – Colecção Banco Espírito Santo; O Presente: Uma Dimensão Infinita”.
Infelizmente só me recordo destas três porque são as que tenho. Houve provavelmente mais mas duvido que tenham tido a projecção e divulgação que merecem. Será que ainda não temos mercado que justifique o interesse de outras editoras que não a Assírio e Alvim? Fotógrafos temos…
José,
Um rol impressionante de livros e de fotógrafos que tenho que visitar dentro em breve! O ‘topologies’ acabou por me passar um bocado ao lado, sobretudo de pois de ver algumas das fotografias porque não gostei de todas as séries. Mas reconheço que é um facto importante na fotografia portuguesa porque ser editado pela Aperture não é para qualquer um.