
Dez imagens da Nikon D200 ‘coladas’ em formato 16:9 no AutoPano Pro e transformadas numa só imagem de uns estonteantes 300Mb, capaz de imprimir a 72 dpi em tamanho placard de rua (qualquer coisa como 3 mts x 1,2 mts). Imprime A2 a uns espantosos 450 dpi com uma qualidade surpreendente e um detalhe impressionante mas com um pequeno trabalho de edição, a nível do sharpening, dos níveis de cor e contraste, com ajuste a preto&branco com um preset que criei e que recria o filme infra-vermelho, depois de ajustado o céu no LightZone, o resultado final é este:

Uma nota: os mais atentos já notaram um maerca de água na imagem e que se deve à utilização do AutoPano em modo de teste, antes de o adquirir preciso de o testar criteriosamente porque é ferramenta muito específica e quero ter a certeza de que consegue produzir resultados consistentes. Para já tem surpreendido pela facilidade com que ‘monta’ estas imagens de alta resolução em formato 16:9, que é a minha intenção e não a produção de fotografias panorâmicas tradicionais.
Viva, Mário
Gosto deste formato, noto na sua escrita uma maior concentração na fotografia de natureza, sobretudo nas “paisagens intimistas”. Parabéns pelo excelente artigo na FotoDigital, em jeito de homenagem ao Adams e ao Porter. É curioso que sinto a mesma necessidade de olhar para trás, porque eles abriram-nos as portas e o horizonte. Cabe-nos a nós, continuar a mostrar a Natureza, sem cair no clichê do impressionismo ou mais recentemente no conceptualismo.Penso que neste momento estamos a atravessar uma fase, ciclo se quiser, em que cada um de nós vai fazendo o ponto da situação. No seu e no meu caso, o momento é de reflexão. Sou fotografo amador, trabalho numa instituição burocrática, como forma de sustento, mas na práctica, todos queremos fazer mais e melhor. O mundo lá fora chama-nos, porque temos projectos para ainda poder despertar as mentes,enquanto é tempo, não é ?
Um abraço.
Jaime Machado
http://www.olharpraterra.blogspot.com
Jaime,
Obrigado à referência ao meu artigo na Fotodigital que está na edição deste mês, foi um artigo que me deu bastante trabalho a escrever e que envolveu alguma pesquisa.
As suas palavras descrevem certeiramente aquilo que sinto e não podia estar mais de acordo consigo, também eu tenho um trabalho que não a fotografia. Mas procuro exercer esta minha paixão sempre que posso e procuro dar o meu melhor, evoluir cada vez mais e também reflectir sobre o que me rodeia.
Espero continuar a contar com a sua visita. E o artigo do próximo número será algo mais divertido e espero que goste igualmente.
Um abraço.