“…Os rostos que a natureza nos oferece não nos pertencem, não são nossa propriedade, são apenas sinalizadores dos caminhos das florestas ou dos desertos, por onde o homem contemporâneo passa, náufrago de um percurso, desejando apenas atingir um fim: chegar.
Esquecemos há muito o que estes rostos de Pedro Inácio nos querem dizer: que o seu desenho e sombras são elementos do nosso pensar. Vamos então sentarmo-nos à beira dos desfiladeiros, junto deles, e imaginar o desejo das pedras.
E este desejo pode ser: que todas se unam até perfazermos um único continente.
Afinal, foi assim que tudo começou”Luís – Cláudio Ribeiro.
Pedro Inácio tem mais uma exposição patente ao público, desta feita no Museu da Pedra em Cantanhede e estará patente de 16 de Fevereiro até ao próximo dia 13 de Abril.
Gosto das fotografias do Pedro Inácio porque seguem o seu próprio caminho, ao mesmo tempo sereno e inovador. É a fotografia de paisagem vista por um novo olhar, mais atento aos pormenores e detalhes do que à beleza do local, não deixando, no entanto, de serem belas fotografias. A referência à mitologia nórdica é uma referência silenciosa aos ritmos da terra e das estações mas também a um tempo imemorial, gravado pela inclemência das intempéries na pedra.
Deixo-vos aqui duas imagens, gentilmente cedidas pelo Pedro Inácio.

Hod © Pedro Inácio.

Thor © Pedro Inácio.
Caro Mário
Agradeço uma vez mais a sua colaboração na divulgação da minha próxima exposição, a inaugurar no dia 16 de Fevereiro (sábado), pelas 17h, no Museu da Pedra em Cantanhede.
Trata-se de uma mostra de 17 fotografias, que simbolicamente figuram alguns dos principais Deuses da mitologia Nórdica.
Esta mostra, tem marcadamente o efeito do surgimento casual – do tempo sem tempo – anterior ao longínquo dia do primeiro dos “segundos”, procurando compreender a Idade e o Desejo das Pedras.
A partir desta Superior evidência, tudo pode ser temporizado até ao final dos Tempos.
Também Fernando Pessoa escreveu, “ Um dia, lá para o fim do futuro, alguém escreverá sobre mim um poema e talvez só então eu comece a reinar no meu Reino”.
Partamos todos nesse sentido, envoltos nos mistérios da Natureza.
Abraço
Pedro, é com satisfação que divulgo aqui o seu trabalho. É um trabalho inspirado, muito coerente e bastante coeso. Gosto de ver a suas fotografias, por isso continue a ser o fotógrafo que conheço e aprecio.
Um abraço.
Obrigado Mário pelo seu reconhecimento.
Considero um privilégio poder partilhar consigo este meu trabalho da série Pedras.
Somos os “poetas das imagens”.
Abraço
Eu ainda sou um mero aprendiz que aspiro um dia a ter imagens poéticas e com impacto emocional suficiente para encantar quem as vê. Ainda tenho que percorrer um longo caminho até chegar aos seus calcanhares, Pedro.
Mas agradeço o privilégio de poder partilhar com os meus leitores as suas imagens.
Um grande abraço.