Alec Soth é um dos nomes da fotografia contemporânea norte-americana que mais se tem imposto nos últimos anos, a cotação dos seus livros tem disparado e tem sido bastante aclamado pela crítica. A isto junta-se um portfolio muito interessante que o transforma num nome obrigatório numa biblioteca e numa pequena colecção de fotografia. Aqui temos a oportunidade de o escutar numa entrevista para o evento ‘Atlanta Celebrates Photography’.
in every kind of light.

A minha galeria foi alvo de uma alteração radical em termos de design: logotipo, cores e imagem corporativa. A principal alteração é de facto o logotipo e o slogan, o logo é inspirado nas marcas de autofoco das máquinas que uso e o slogan ‘in every kind of light’ foi algo que me surgiu naturalmente e parece quase saído de uma anúncio dos anos 80 de uma qualquer marca de máquinas e/ou filme. Isto é o design mas o resto também foi alterado, novas imagens e restruturação dos projectos de maneira que fiquem mais coerentes foi outra das minhas preocupações. Na visita reparam que os projectos não estão pejados de fotografias, apesar do limite no Qufoto ser quase o céu, mas a intenção não é encher o espaço é apenas de dar a conhecer o meu melhor trabalho e isso significa uma selecção apertada do que é publicado. Para tudo o resto existe o fotoblogue.
Ao contrário do design anterior este foi efectuado por um designer – neste caso o José Rui Fernandes da DuoDesign – que tomou o caso em mãos e fez o logo a partir do slogan, alterou cores, apresentou a fonte para escolha e alterou os poemas.
Sei que este novo design está cuidado e que será do vosso agrado.
iPod + iTunes.
Desde que comprei o iMac em 2006 nunca fiz um uso intensivo do iTunes. Posteriormente comprei um iPod Nano de 2Gb e comecei a usar mais a aplicação mas foi após ter comprado um iPod Touch 32Gb em Dezembro de 2008 que uma revolução digital se instalou na minha vida de forma categórica.
Abro um pequeno parênteses para dizer que tenho uma aparelhagem hi-fi de excelente som, da marca inglesa Rega, que vai desde um prato gira discos até às colunas. Posso afirmar que conheço música e som de uma forma bastante competente. Fecho parênteses.
Até 2007 o grosso das minhas aquisições eram feitas em suporte vinil e muito raramente CD. Mas num apartamento o espaço é coisa que não cresce e comecei-me a confrontar com uma situação difícil de ultrapassar: onde colocar os discos. Sempre preferi o vinil ao CD, de longe o suporte analógico é melhor: melhor som, melhor controlo de baixos e menos estridência nos agudos. Mas tem desvantagem claras, nomeadamente o espaço que ocupa e a manutenção. Fast foward para 2009…
iPod Touch 32Gb + auscultadores Etymotic ER-4P
Lentamente comecei a migrar a minha colecção de CD’s para o iTunes em formato mp3 que depois se transformou em AAC 320kbps e que substituiu os mp3, as capas foram digitalizadas e adicionadas aos discos. De repente tinha em mãos um biblioteca de mais de 90Gb em AAC de alta resolução, um iPod de alta qualidade mas uma corrente é apenas tão forte quanto o seu elo mais fraco que neste caso são os auscultadores brancos (feitos pela Sony) que equipam de base todos os iPod’s. É impossível obter bom som daquilo mas por cerca de 25€ também não se esperam milagres.
De facto o meu propósito era tirar o maior partido possível do conjunto iPod+iTunes e dos ficheiros em AAC 320kbps por isso não foi difícil chegar à conclusão que investir nuns bons auscultadores era o caminho a seguir. Chegar próximo do som hi-fi que conheço da minha aparelhagem seria uma meta quase louca mas nada como tentar.
Conheço a fama dos Etymotic já de longe e depois de ler as análises ao seu som – equilibrado, um pouco abafado nos baixos e com uns agudos soberbos – comprei através do Russ Andrews uns ER-4P. Primeiro de tudo são auscultadores intra-auriculares, que quer dizer que ficam dentro do ouvido, segundo isso pode trazer alguns problemas de adaptação porque ficam dentro do ouvido, bloqueiam o som externo (por isso não os deve usar na rua!) e inicialmente fazem alguma impressão. A colocação também é inicialmente estranha… O preço também não é suave: 200€.
Etymotic ER-4P
Mas a pergunta fundamental é: qual a qualidade do conjunto iPod Touch 32Gb + auscultadores Etymotic ER-4P em termos sonoros? Hoje é 28 de/Jun e de repente percebo que este ano ainda não liguei a aparelhagem de som… E continuo a ouvir e a comprar música. Espero que isto responda à questão anterior.
O som do conjunto em ficheiros AAC de 320kbps – ou no formato AAC de 256kbps da loja iTunes (+) – é pura e simplesmente excelente. Uma gama dinâmica boa, que permite ouvir um trio acústico ou uma sinfonia, uma separação dos instrumentos eficaz e coerente fazem deste conjunto uma clara opção para quem gosta de ouvir música.
Em ‘Exit music (for a film)’ do álbum dos Radiohead ‘Ok computer’ a dicção do Thom Yorke é perfeitamente perceptível bem como todos os trejeitos de voz, a guitarra no fundo é sempre audível apesar de todas as ‘camadas sonoras que compõe a canção, a partir do minuto 2:50 a bateria entra e o pratos são nítidos e bem recortados. Do mesmo álbum ‘Karma police’ é outro exemplo da musicalidade e ritmo do conjunto, nada se perde, nada soa fora do sítio, com a secção ritmica a segurar a canção e o piano a conduzir a melodia.
Do álbum ‘Central reservation’ da Beth Orton – um dueto com Terry Callier – o xilofone é tão definido que soa real, o dedilhar das cordas do contrabaixo tem o ressonar tão próprio deste instrumento e as vozes são reproduzidas de tal forma que se sente as pequenas alterações de intensidade que o duo lhes imprime, a partir do minuto 4:55 o ritmo que o duo impõe acompanhado dos instrumentos seria o suficiente para transformar a canção numa cacofonia imperceptível mas o iPod+Etymotic segura-se bem e faz uma separação impecável dos instrumentos e voz. Do mesmo álbum a canção ‘blood red river’ é um pequeno rodopio de emoção e intrumentação simples – voz+guitarra acustica+secção cordas – com a voz colocada à frente, a guitarra acústica ligeiramente atrás e à esquerda e a secção de cordas mais atrás e à direita. O ressoar da caixa da guitarra é espantoso e as inflexões da voz de Beth é reproduzido de forma que o ‘feeling’ da canção não se perde.
Em estilos mais musculados, o rimo e o tempo nunca se desviam para longe do original mantendo assim a estrutura ritmica da canção, ‘7/4 shoreline’ dos Broken Social Scene em dueto com Feist é outro bom exemplo reproduzida com aquele ‘ritmo’ que nos faz bater o pé e tocar guitarra no ar. ‘Bone machine’ dos extintos Pixies é outro exemplo de ritmo e coesão.
Habituado a ouvir a música que gosto e compro num sistema onde todas a minudências musicais de cada faixa são reveladas à lupa reconheço que este combo – iPod Touch + Etymotic – me surpreendeu e muito. Consegue de forma consistente entregar um som coeso, ritmado e musical. Apesar de reconhecer que um sistema mp3+auscultadores por cerca de 599€ não é para todos, e neste ambiente de crise ainda se torna mais difícil recomendá-lo, face aos resultados obtidos não posso de lhe dar a minha recomendação total para quem gosta de música e bom som. Para quem quer portabilidade e tem uma colecção de Cd’s alargada, a transformação destes em AAC de 320Kbps (apesar do espaço virtual que ocupam) é a forma mais eficiente de ter a sua biblioteca à mão e bom som ao mesmo tempo. O conjunto é assim tão bom. Substituí um bom sistema hi-fi? Não, mas é um excelente complemento.
O ‘elogio da sombra’ à sombra.
Este ano, e pela primeira vez desde o seu início, este blogue parte para férias. Assim o ‘o elogio…’ vai para uma sombra fresca, relaxar e carregar baterias durante os próximos quinze dias.
Aproximam-se dias de muito trabalho com a inaguração da Galeria Colorfoto no próximo dia 12 de Setembro (marquem nas vossas agendas para não esquecer) e aproveito assim para renovar energias.
A todos os leitores que me acompanham, boas férias e até já.
Para quem como eu é apaixonado por livros de fotografia, a Librairie 213 é absolutamente imperdível.
É uma livraria altamente especializada em livros raros e primeiras edições e só atende por marcação. Como seria de esperar é um verdadeiro paraíso para aqueles que procuram mais do que o livro corrente, um verdadeiro arquivo da fotografia moderna com um espólio admirável, o seu novo catálogo de fotografia alemã é um achado, embora os preços estratosféricos sejam um verdadeiro balde de água fria mas mesmo assim ainda são possiveis de encontrar algumas ‘pechinchas’ por cerca de 250€, o tecto é o limite de um boa conta bancária…
Edições raras como esta do Gehard Richter:
Uma edição de 90 exemplares, numerados e assinados, em que cada capa é pintada à mão pelo próprio fotógrafo, uma raridade que vai mais além da própria edição limitada e entra no campo de obra de arte única. O preço está dentro do que é expectável: 55.000€. Richter não é fotógrafo de raiz e a fotografia nunca assumiu um papel central na sua obra, onde a face mais visível do seu trabalho enquanto fotógrafo foi sempre o seu trabalho Atlas.
Mas uma selecção da fotografia alemã nunca estaria completa sem os Becher e de facto nesse capítulo o catálogo não desilude:
Esta selecção de livros (dezassete no total) abarca a obra deste casal desde 1970 até 2006, permitindo assim ter uma visão abragente do trabalho deste influente duo e da sua responsabilidade na criação daquela que ficaria conhecida como escola de Düsseldorf. O preço é – novamente – um óbice à sua aquisição mas existe uma selecção mais pequena de livros do casal por um preço mais baixo.
Quem não quiser desembolsar (ou não puder) a verba que é pedida por estas raridades preciosas tem uma edição muito boa da Thames&Hudson no livro ‘Basic Forms of Industrial Buildings‘, uma edição de capa dura com 98 ilustrações, 61 das quais em duotone em que o preto é conjugado com outra cor – que neste livro me parece ser o amarelo – para lhe dar uma tonalidade quente. É uma excelente edição para os entusiastas dos Becher como eu.
Dentro da escola de Düsseldorf, Candida Höfer é outro nome incontornável.
Outra série impressionante de livros em edição rara de uma das fotógrafas incontornáveis do séc. XX.
Mas ignorar o catálogo japonês será uma falha grave portanto estejam tentos ao site da livraria e vão desfolhando estes dois catálogos à vossa medida, com tempo e paciência para apreciar estes livros. Confesso que me apaixonei por meia-dúzia de títulos, alguns infelizmente fora do meu alcance, mas sobretudo pela ideia que está por trás desta galeria – chamar-lhe loja parece-me redutor – que procura algo mais do que o óbvio e nos disponibiliza material para melhor percebermos os movimentos alternativos na fotografia contemporânea. Não é algo que esteja ao alcance de todos, e não falo só a nível financeiro, porque o seu público alvo é definitivamente, e para usar uma palavra francesa, o connoisseur que procura para além do imediato e da novidade. Absolutamente obrigatório e imperdível para todos aqueles que gostam de fotografia.
Livros e Leituras.
Confesso que adoro livros, livros de fotografia em particular. Tenho uma colecção enorme de livros de e sobre fotografia: monografias, ensaios e técnica. Devoro literalmente estes livros, com uma curiosidade quase pueril.
Recentemente investi numa candeeiro de leitura para a minha mesa de cabeceira para poder ler no conforto da cama antes de ir dormir. Gosto de ler à noite, sossegado e completamente concentrado na leitura, é uma maneira de ‘limpar’ ideias e esquecer o dia de trabalho. Grande parte das minhas leituras são importadas via Amazon (UK) não por causa do preço – mas também – mas pela simples razão de que são livros difíceis de encontrar cá sem ter que esperar três ou quatro meses e mesmo assim sem garantias de que os vá arranjar. Adoro ler, portanto…
Podia estar aqui eternamente a falar dos meus favoritos mas gosto de todos com um carinho especial pelos ensaios do Robert Adams, da Susan Sontag e John Szarkowski, gosto também dos livros de arte da Rosalind Krauss e dos livros sobro o olhar de John Berger.
Troco de carro apenas quando aquele que tenho está nas últimas e, previsivelmente, irá começar a dar problemas. Dito isto, há dois anos precisei de trocar de carro e como fotografo natureza muitas vezes por trilhos e caminhos duros (à medida que a idade vai avançando a ideia de andar quilómetros atrás de quilómetros a pé com uma mochila carregada de material fotográfico começa a perder o seu encanto), analisei algumas opções de mercado para um carro 4×4 com algumas características particulares: tinha que ser um carro utilizável no dia-a-dia, leve, pequeno, com consumos baixos, com estacionamento fácil e não precisava de ser um todo o terreno puro e duro.
Uma das primeiras opções foi o crossover SX4 da Suzuki que abandonei logo de seguida, é um crossover sem tracção integral; analisei o Jimny da mesma marca mas o motor a gasolina não me convenceu – a marca disponibilizou durante algum tempo um motor diesel de 1500cc mas foi eliminado do catálogo – e o facto de quase tudo ser extra também não me agradou, que raio de ideia é a de vender um veículo 4×4 sem protecção do motor vendido depois à parte? O resto da ‘concorrência’ também não me convenceu: o VW Polo Cross é tudo menos um 4×4, é apenas um Polo com rodas mais altas, o Land Rover Defender é um 4×4 puro e duro que me obrigava a ter um segundo carro para a cidade (ainda pensei adquirir um e um Smart para a cidade) e o resto são SUV mais ao menos adaptados à cidade.
Um dia fui fazer a revisão ao carro que tinha na altura e vi um Panda 4×4 Cross em exposição, fiz um test drive e depois de alguma análise avancei para a compra de um.
Para nos melhor situarmos abro um parêntesis para vermos do que é que falo quando falo que necessito de um 4×4: a maioria dos percursos de que falo são estradas de terra em mau estado, com buracos e rochas, lama no inverno, tracção relativamente reduzida e algumas subidas íngremes, portanto nada de particularmente duro. De vez em quando um rocha mais saída, um raíz no meio do caminho, no entanto são percursos impossíveis para um carro normal.
O Panda 4×4 Cross tem um motor 1300 diesel com 70cv, vem de origem com uma série de extras e vai-lhe esvaziar os bolsos em cerca de 22.500€. Existe uma versão mais barata sem tantos extras, o Panda 4×4 Climbing mas não é bem o mesmo tipo de carro, embora lhe tenha que dar crédito por ser um 4×4 de tracção integral. O Cross tem tracção integral permanente (98% frente / 2% atrás, distribuída depois pelo controlo de tracção conforme as necessidades) e um bloqueio electrónico do diferencial que dá jeito em situações de tracção reduzida e que lhe permite circular em três rodas, caso seja necessário; este bloqueio apenas funciona até aos 40kmh a partir daí desliga-se.
Leve e bastante ágil, o carro é diversão pura em condução fora de estrada mas não esperem milagres em situações mais apertadas, a sua vocação não é trial nem situações limite de todo-o-terreno. Posto isto ainda não me encontrei em nenhuma situação ‘enrascada’ onde a saída fosse complicada. A sua vocação é o transporte de duas pessoas nas calmas e com agilidade por terrenos que seriam impossíveis para um carro normal e sem pretensões de ser um carro tipo Dakar…
Encontro-lhe algumas limitações que derivam principalmente do equipamento que traz: pneus e suspensões. Os pneus são mistos e são uma boa treta, são muito moles e desgastam-se à velocidade da luz, as suspensões são também um misto de 4×4 e cidade e não ajudam muito à tracção tornando o carro um bocado saltitão em todo-o-terreno. No entanto são situações que podem ser facilmente resolvidas com a sua substituição e a suspensão pode ser alteada. Outra situação que é obrigatório corrigir: o pneu sobresselente – é daqueles tipo bicicleta. Junte cerca de 200€ para comprar um jante de tamanho 15″ e meta-lhe um pneu 4×4 de tamanho normal (175/65), isto se não quiser ficar no meio de um monte com um furo…
Tem também um depósito de combustível bastante pequeno – 30lt – e por isso recomendo que tenha atenção ao abstecimento antes de ir para o meio do mato. A mala não existe, com uma mochila média, uma 300/2.8, um tripé e alimentação para um dia inteiro de fotografia para duas pessoas o espaço foi-se. Em viagens longas os bancos podem ser rebatidos 50/50 e assim prolongar mais um pouco o espaço mas este de facto não abunda na mala. Idem aspas para o habitáculo, se tem dimensões maiores que um adolescente de 17 anos é melhor testar o carro mas diga-se em abono da verdade que o Suzuki Jimny tem mais ou menos as mesmas dimensões.
Este carro tem-me permitido fazer incursões longas em sítios onde a pé apenas poderia fazer 10 a 15% do mesmo percurso, como por exemplo na Serra da Cabreira ou na áerea protegida do Corno do Bico. Recentemente atravessei a Serra da Cabreira desde a aldeia de Agra até ao outro extremo e a viagem Porto-Cabreira-Porto e o combustível ficou-me por cerca de 10€ e aqui reside uma das vantagens deste carro, mesmo em todo-o-terreno: o consumo reduzido. Em 4×4 puro e com todo o tipo de terreno este carro consome cerca de 5.4/5.3 lt/km, uma vantagem espantosa em relação aos consumos de outros veículos 4×4 que fazem cerca de 9 lt/km. O tamanho tem outra vantagem óbvia: permite enfiá-lo onde um 4×4 de tamanho razoável não entraria de forma nenhuma e isso permite-me por exemplo fazer inversão de marcha em caminhos muito estreitos e circular onde só uma moto4 entra, com um 4×4 normal isso seria quase impossível.
Para um fotógrafo de natureza é uma ferramenta de transporte muito interessante, com características únicas e que lhe conferem capacidades também únicas. Não serve para transportar uma família com conforto nem consegue fazer todo-o-terreno à vontade com mais de duas pessoas dentro mas no global tem sido uma ferramenta essencial para mim. O preço não é baixo mas o VW Polo é mais caro e não tem metade das possibilidades do Panda 4×4 Cross que tem uma relação preço/qualidade interessante para o tipo de carro que é vs capacidade de ‘tragar’ terrenos mais difíceis. Precisa de algumas afinações para ser um 4×4 polivalente o que lhe acrescenta uns quantos € ao preço mas é algo que se pode ir fazendo, excepto o pneu sobresselente que tem mesmo que ser substituído.
Se está curioso sobre as capacidades do carro aqui ficam algumas ligações para vídeos no Youtube:
Fiat Panda 4×4 Climbing vs Range Rover
Fiat Panda 4×4 – passeio em Pero Pinheiro
Passeio Club Panda 4×4
Fiat Panda 4×4 Cross vs Range Rover (em alemão)
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