Aqui está o vídeo da montagem e inauguração da exposição do José Júpiter, Nunca, na galeria Colorfoto.
Nunca
É com enorme prazer que anuncio esta nova exposição na galeria Colorfoto, “Nunca” de José Júpiter (pseudónimo de José Carlos Duarte).
Esta é a difícil terceira exposição e reúne as condições para ser uma exposição excepcional. Não percam a inauguração no próximo dia 28/Nov. às 16:00.

Jenn Hoffman.
Fotografia de moda/beleza/publicidade, escorreita e sem nenhuma marca particular. No entanto se a fotografia de moda é do vosso agrado talvez haja aqui algo de interesse. É difícil sobreviver num mercado onde já tudo foi feito mas no entanto ainda existem fotógrafos a fazer trabalhos inovadores nesta área mas de facto Jenn Hoffman não me parece marcante nem detentora de um olhar que a diferencie de tantos outros. Fica no entanto o registo, a vossa opinião pode ser diferente da minha.
Novidades do Japão…
Foi uma semana intensa mas foi pelo correio chegou aquilo que me ocupou os dias: uma nova encomenda da Japan Exposures. Foi remetida no sábado dia 14 e na quarta-feira seguinte estava cá.
Reconheço o meu ainda profundo desconhecimento sobre os fotógrafos japoneses e sobretudo das suas monografias, de facto não sabia o que estava a perder; pegar num livro japonês é de facto uma experiência importante para perceber os livros de fotografia. Nesse campo os japoneses estiveram durante muito tempo, e talvez ainda estejam, mais avançados em termos de design e organização em relação aos fotógrafos ocidentais. Os japoneses pensam no livro como um todo e as fotografias são escolhidas em função do conjunto e não em função de cada imagem, uma monografia japonesa deve ser analisada no global. Mas vamos ver algumas das escolhas que fiz:
Dragonfly – Koji Onaka
Este livro interessou-me bastante pelo uso da cor e pelo facto de estar assinado; de facto o último livro de Koji Onaka (e que faz parte de um conjunto onde se integra também este livro) esgotou e está bastante valorizado no mercado de usados.
A cor bastante garrida e por vezes sombria é usada para mostrar um Japão suburbano e industrializado, caótico e desorganizado.
Slowly down the river – Yasuhiro Ogawa
Yasuhiro Ogawa percorreu toda a zona da construção da barragem das três gargantas na China durante um longo período e captou a desolação e tristeza dos milhares de habitantes que foram desalojados para dar lugar a uma das maiores albufeiras do mundo. É um livro a cores que a usa como símbolo dos sentimentos dos retratados com excelente composição e uma história bem contada. Muito bom e altamente recomendado.
Tokyo aruki – by Nobuyoshi Araki
Um pequeno livro do Araki, uma deambulação pelas ruas de Tóquio e que tem a particularidade de mostrar a cidade pelos olhos deste mestre da fotografia japonesa de uma forma descomprometida e alegre ao longo de várias séries. De salientar que no final do livro – os textos infelizmente estão apenas em japonês – estão alguns mapas das zonas onde Araki andou a fotografar e onde estão assinalados os percursos efectuados pelo fotógrafo em cada série.
Zokushin – Hiromi Tsuchida
Reedição do clássico da década de 70, revisto, acrescentado de mais algumas fotografias em relação ao original e assinado pelo autor.
Fotografia a preto&branco, neste livro o fotógrafo retrata um Japão tradicional em vias de se perder no boom económico e político de abertura ao ocidente dos anos 60 e 70. Muito bom.
Nippon Gekijou 1965-1970 + Nanika e no tabi, 1971-1974 – Daido Moriyama
Estes dois livros recolhem a obra de Moriyama efectuado para revistas nas datas assinalados nos respectivos volumes. Aqui está Moriyama na sua máxima criatividade e é absolutamente imprescindível para contextualizar e estudar este famoso fotógrafo japonês. Vai ao pormenor de incluir alguns anúncios de época e de manter a paginação original.
Novo projecto.
Por vezes puxar os limites do que fazemos pode ser bom. Limitar ao mesmo tempo, simplificar, as ferramentas usadas. Assim nasce o ‘contos de uma cidade silenciosa‘. Nasce de uma necessidade de traçar novos rumos, puxar os limites do que faço, sair de uma certa zona confortável e confrontar alguns fantasmas. Nasce da necessidade de depurar técnicas e ferramentas e para isso nada melhor do que uma câmara que está sempre à mão: a do telemóvel. Neste caso um BlackBerry 9000.
O conceito gira à volta da solidão, tristeza e do número nove. Apesar de estarmos sempre ligados – seja via telemóvel, internet, email, computador, etc. – o sentimento de solidão e isolamento é cada vez maior. Cada vez mais os centros das cidades são abandonados ao final de um dia de trabalho e hordas de carros e pessoas regressam às suas casas numa rotina infindável, ‘amaciada’ por um consumo desenfreado que disfarça o vazio que cada um de nós sente diariamente.
Mas o 9 tem um significado especial, e não só na cultura chinesa, mas na mitologia de diversas culturas, estando associado em quase todas à medida exacta da busca de proveito, ao corolário dos esforços, ao encerrar de um ciclo e início de outro superior, já que é o maior número singular.(…)
Nove é também o número de esferas celestes, de oríficios do corpo humano e dos meses de gravidez.(…)
A cultura japonesa é provavelmente uma excepção no que se refere à simbologia em que o número nove está envolvido, estando associado a azar e sofrimento.(…)
fonte: DN.
Começando hoje serão publicadas três fotografias por dia, ao fim de três dias serão nove (três dias são 72 horas e 7+2 é igual a nove), sempre publicadas às 03:00, 12:00 e 21:00. A soma destes números é 36, cuja soma (3+6) é igual a nove.
É certamente o início de um ciclo novo, talvez de sorte, talvez de sofrimento, talvez de azar.
As fotografias são a preto&branco e saem assim do BlackBerry ou seja não têm nenhum pós-tratamento digital. Estou bastante interessado num trabalho ‘visceral’ sem intermediários, tal e qual como sai da câmara, se sair bem fica, se sair mal é eliminado.
As influências são várias desde a fotografia japonesa à BD, passando pela música e pela poesia, memórias de canções e textos que li desde que me conheço. O nome do projecto nasce do nome de uma música de um grupo e que surgiu numa pesquisa no iTunes com a finalidade de fazer uma pesquisa para dar título ao projecto (é assim que nascem todos os títulos dos meus projectos). Depois de ter o conceito do projecto e de ter o esqueleto do que pretendo fazer vou à procura do título de uma música (ou muito raramente de um disco) que se adapte ao projecto.
Prix Pictet 2009 em vídeo.
Inauguração na Mundo Fantasma.

MUCHA marca o tão aguardado regresso à BD do romancista David Soares (Lisboa Triunfante, A Conspiração dos Antepassados), numa história de horror intimista, subversiva e inteligente, bem reveladora da voz autoral ímpar que define a obra do erudito autor. Baseada na premissa da peça surrealista Rhinocéros, de Eugène Ionesco, MUCHA é uma extravagância visceral sobre a ameaça de desumanização que pende sobre a cabeça de Rusalka, uma camponesa que se vê, de um dia para o outro, imergida num mundo que insiste em ser uniforme, perigoso e destituído de qualidades. Ilustrado por Osvaldo Medina (A Fórmula da Felicidade) e Mário Freitas (Super Pig) num estilo negro singular que recupera o expressionismo gótico das bandas desenhadas clássicas de horror, MUCHA apresenta cenas de cortar a respiração, pautadas por um ritmo frenético que não deixará nenhum leitor indiferente; ou doravante tranquilo perante uma simples mosca.
Da mente do argumentista associado das Produções Fictícias, NUNO DUARTE (Bocage, Inimigo Público), e ilustrado com subtileza por OSVALDO MEDINA (A Tua Carne É Má) e ANA FREITAS, A FÓRMULA DA FELICIDADE. Apresenta-nos a vida de Victor, o filho de uma vendedora hippie de marijuana e de um pedaço de vinil de um álbum de Jimmy Hendrix. Este jovem génio enterrado algures no Baixo-Alentejo ganha novo alento quando descobre a fórmula matemática da felicidade. É entre o mito e a verdade da sua figura que se apercebe que é mais fácil oferecer felicidade do que obtê-la. Começa aqui a jornada de descoberta de um deus em potência que, na realidade, quer ser apenas um homem comum.
“Expor e comercializar originais além de reproduções de qualidade é o objectivo fundamental da GALERIA MUNDO FANTASMA. Dos mais prestigiados nomes mundiais, aos novos valores, passando pelos autores nacionais, o programa da galeria pretende desenvolver um panorama intenso da banda desenhada enquanto arte maior.”
Galeria Mundo Fantasma
Avenida da Boavista, 267
1º. Andar, Loja 509/510
http://blog.mundofantasma.com/


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